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04/12/2015 17:29 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Ronald Rios: 'Por que eu parei de fazer piada machista'

Repordução

A VICE me convocou para escrever um texto com o mote do título tendo como base este post meu no Facebook. Depois de publicar lá, foi legal me expressar e ver o apoio de dezenas de mulheres sobre isso. E eu fiquei feliz pelo convite, mas um pouco receoso. Eu sempre estou a fim de falar sobre humor. Mas, neste caso aqui, tem uma parte delicada: é falar sobre humor e questões de gênero. Logo, eu estaria tocando num assunto sobre o qual não tenho as skills para falar: feminismo.

"Não se faz nada nessa vida sozinho", me falou o Criolo dia desses. Eu precisava do olho de uma mulher e tive uma ideia para aceitar de forma confortável e justa a tarefa: fazer a quatro mãos. Primeiro, que não faz o menor sentido eu ter um protagonismo nessa história. Segundo, que só uma mulher poderia falar sobre feminismo e me guiar para eu tentar desenvolver algo sem equívocos.

Eu tenho a sorte de namorar uma das mulheres mais porretas. Rachel Brandão, redatora, 24 anos. Feminista ferrenha, livre em todos os aspectos. Dessas que se esquenta - com muita razão - em mesa de bar se ouvir merda. Grande estudiosa de humor também. Conhece minha obra. É crítica sobre meu passado. Então, se alguém poderia me colocar contra a parede, sem massagem e com intimidade, seria ela. Concordamos em fazer um pingue-pongue sobre o assunto. O resultado você vê aí:

Rachel: Tá, vamos começar. Eu quero que cê mande assim, já de cara, o porquê de você ter se posicionado sobre isso agora – e não há seis meses, um ano ou dois. Por que agora?

Ronald: Em primeiro lugar, eu mudei de comportamento há muito tempo, qualquer pessoa que me acompanha sabe disso.

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