COMPORTAMENTO
04/12/2015 13:58 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Entenda por que essas mulheres ainda têm muito o que reivindicar

Reprodução: The Guardian/George Lang

Um grupo de feministas, as Guerrilla Girls, vestem máscaras de macaco desde 1985 para questionar o baixo número de mulheres no mundo das artes. "As mulheres precisam estar nuas para entrar no museu?", questiona um de seus cartazes, em referência às infinitas pinturas e fotografias que recheiam esses locais.

Este ano, o grupo nova-iorquino comemora três décadas de existência. Até hoje elas não revelam sua identidade e adotam pseudônimos de artistas famosas, como da mexicana Frida Kahlo e da alemã Käthe Kollwitz. As Guerrilla Girls surgiram quando o Museu de Arte Moderna de Nova York organizou, nos anos de 1980, uma exposição que reunia 169 artistas contemporâneos em evidência. Dessa lista, apenas 13 era mulheres!

As máscaras foram uma maneira bem-humorada de manter o foco no que elas têm para reivindicar, e não na identidade ou aparência. "Usar essa mascara dá um certo tipo de liberdade para dizer o que quiser. Eu realmente recomendo. Se você está em uma situação em que está com medo de falar, coloque a máscara! Você não vai acreditar no que vai sair da sua boca", dá a dica uma delas no vídeo abaixo (em inglês), lançado pelo The New York Times.

Nos últimos anos, as ativistas têm se dedicado a questionar a tímida participação feminina na música e no cinema. Vale lembrar que, em 2014, mulheres dirigiram apenas 7% das 250 maiores bilheterias do ano nos Estados Unidos, segundo um estudo do Centro de Estudos das Mulheres na Televisão e no Cinema, da Universidade Estadual de San Diego. Confira a seguir uma série de ações assinadas pelo grupo. Elas estão de olho!

O cartaz de 1988, quando Museu de Arte Moderna de Nova York organizou uma exposição que reunia 169 artistas contemporâneos em que apenas 13 eram mulheres. "Menos de 4% das artistas selecionados pelo Museu de Arte Moderna são mulheres, mas 76% dos nus são femininos", questionam.

"Apague a discriminação"

A versão atualizada do manifesto de 1988: "Mulheres precisam estar nuas nos clipes de música, enquanto 99% dos homens estão vestidos?"

O vídeo do The New York Times mostra a comemoração dos 30 anos do grupo, que aconteceu este ano.

Luara Calvi Anic é editora de CLAUDIA e dá dicas de cultura semanalmente. Para falar com ela, clique aqui.

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