NOTÍCIAS
04/12/2015 09:52 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

BTG coloca seu banco suíço à venda, diz jornal

Bloomberg via Getty Images
Andre Esteves, billionaire and founder of Grupo BTG Pactual, speaks during a session on the opening day of the World Economic Forum (WEF) in Davos, Switzerland, on Wednesday, Jan. 21, 2015. World leaders, influential executives, bankers and policy makers attend the 45th annual meeting of the World Economic Forum in Davos from Jan. 21-24. Photographer: Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

O BTG Pactual optou por vender o banco suíço BSI para levantar fundos e enfrentar a crise causada pela prisão do ex-presidente André Esteves, detido pela Operação Lava Jato, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo.

Ainda segundo a reportagem, o BSI vale cerca de US$ 2 bilhões e foi comprado há 4 meses pelo BTG por US$1,28 bilhão.

Em julho, o banco suíço valia menos, porque respondia a processos nos Estados Unidos por ajudar clientes ricos a sonegar impostos, de acordo com o jornal.

Até agora, o BTG não confirmou nenhuma negociação de seu banco suíço.

Para dar fólego ao banco, o BTG e o Fundo Garantidor de Créditor (FGC) assinaram um documento que garante ao BTG acesso a R$ 6 bilhões em financiamento. O objetivo do FGC é auxiliar na manutenção da estabilidade financeira do Brasil e evitar crises bancárias.

Limpando o nome

O BTG está correndo para vender seus ativos mais atraentes a fim de tentar reforçar o caixa neste momento de desestabilização e manter a reputação junto aos clientes.

O banco vendeu sua participação no maior grupo de hospitais privados do país, a Rede D’Or, por R$ 2,38 bilhões ao fundo de Cingapura.

Outras companhias que estão na vitrine do BTG prestes a serem vendidas são a Estapar, rede de estacionamentos avaliada em R$1,3 bilhão, a Eneva, uma joint-venture de energia termelétrica, e a Recovery, multinacional de recuperação de créditos podres.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: