MULHERES
04/12/2015 18:52 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Banksy é coisa do passado. Aqui vão 10 mulheres que mandam muito na arte de rua

Dimitrios Kambouris via getty images

Não nos leve a mal, gostamos muito de Banksy. Acompanhamos cada passo dele em 2013, quando transformou toda a cidade de Nova York em uma exposição ao ar livre.

Existem muitas razões para amar o rei anônimo da arte de rua, desde suas cruzadas sociais até o uso inovador da Internet como espaço de galeria. Só que ele está longe de ser o único artista de rua que utiliza essas ferramentas, mesmo em uma escala em massa.

Em agosto de 2014, o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem sobre Bambi, uma artista de rua apelidada de “versão feminina de Banksy”.

No entanto, depois de conhecer o portfólio de Bambi, composto em sua maioria de retratos de celebridades como Kim Kardashian, Amy Winehouse e Cara Delevingne, temos de admitir, há coisa melhor. Apenas porque Bambi soa (mais ou menos) como Banksy, não significa que ela seja automaticamente herdeira do trono da arte de rua.

Dito isso, permita que apresentemos 10 artistas mulheres muito boas que seriam nossas escolhidas no lugar Banksy em qualquer momento.

1. KASHINK

Kashink é uma grafiteira de Paris, especialista em retratar homens gordos, peludos, com quatro olhos, desempenhando todos os papéis, desde gangsteres até xamãs. A artista desafia as questões de gênero nos muros e fora deles; raramente é vista sem um bigode pintado a lápis.

“Meu nome é ‘Kashink’ é uma palavra onomatopaica”, explicou em uma entrevista ao Global Street Art. “Vem de histórias em quadrinhos que lia quando era criança. É um som de ação.”

2. Miss Van

Finally found a pic of my Wynwood Wall on a sunny day ! 🌞 #missvan #miami #wynwoodwalls

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A artista francesa Miss Van, que mora em Barcelona, é uma das primeiras mulheres originais da arte de rua. Seus muros icônicos mostram românticas representações de senhoras da era barroca com pérolas e casacos de pele. Muitas vezes com máscaras de animais ao estilo do filme

“De Olhos Bem Fechados”, as fêmeas fatais são tão sedutoras quanto perigosas. “Os homens se sentem naturalmente atraídos e as mulheres se identificam”, disse Miss Van à revista Juxtapoz, sobre seu grupo particular de personagens.

3. Clare Rojas

Beautiful mural by #ClareRojas at 6th & Market sts. @thewarfield @luggagestoregallery #streetartsanfrancisco #sfmurals #ilovesf

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Rojas é uma artista de San Francisco que cria nostálgicos, mas subversivos contos visuais que desafiam papéis de gênero, ao mesmo tempo em que proporcionam uma sensação de equilíbrio e calma.

Seu mais recente trabalho tornou-se ainda mais abstrato, canalizando sua energia criativa em colisões geométricas impressionantes. “Uma vez me disseram que a única maneira de sair da cabeça é entrar no corpo”, Rojas disse ao The Huffington Post.

“Faço isso correndo, por exemplo. Sentindo minha respiração, meu corpo, meus pés no chão. É como sinto o trabalho abstrato. É instintivo. Uma maneira de ver que é mais sobre sentir do que intelectualizar.”

4. Lady Pink

#WellingCourt #streetart

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Lady Pink, nascida no Equador e criada na cidade de Nova York, começou a pintar trens do metrô em 1979 e fez sua primeira exposição aos 21 anos. Por muitos anos foi a única grafiteira do pedaço e, por um tempo, uma jovem feminista ferrenha mesmo sem perceber.

“Defendemos nossas obras de arte com unhas e dentes e com nossa louca coragem”, disse ao Museu de Arte do Brooklyn. “Quando existem caras que te desrespeitam, você tem de dar uma lição a eles, de outra forma vão continuar pisando em você.”

5. Maya Hayuk

Sneak peak for Thursday openings in Cologne, Germany.

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Hayuk é uma artista do bairro do Brooklyn, em Nova York, conhecida por canalizar artesanato ucraniano em suas visões geométricas e psicodélicas. Algo entre um delírio comprimido e uma colcha tradicional. Os murais de Hayuk são intoxicantes e, ao mesmo tempo, reconfortantes.

“Quando era pequena, minhas avós me ensinavam artesanato como bordado, pintura de ovo em batik e recitar poesia”, explicou a artista. “Foi provavelmente a primeira e mais impactante influência em minha vida.

Aprendi não apenas a ter uma mão muito firme e determinação, mas também me ensinaram sobre a riqueza do significado de todos esses símbolos geométricos.”

6. Olek

#love #devil #man #magic

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Olek, nascida na Polônia, é uma mestra em crochê que mora em Nova York, constantemente transformando novos espaços, objetos e pessoas em telas para suas malhas desordenadas. Combinando fervor punk, imaginário pop e mensagens políticas, Olek cria obras de arte em crochê que agradam aos olhos e a mente.

“Para mim, é essencial criar peças que trabalham em dois níveis: o conceitual e o visual”, disse ao The Huffington Post. “O transeunte comum pode ver apenas a camuflagem rosa sobre o touro.

Mas, intelectualmente, conhecemos a história e o significado por trás da ação. Tem a ver com todas minhas intervenções.”

7. Lady Aiko

Lady Aiko, nascida em Tóquio e residente em Nova York, incorpora elementos da arte pop, abstração, grafite e do imaginário tradicional japonês em suas representações lúdicas.

“Acho que represento a energia feminina através do meu trabalho”, disse ao jornal The Telegraph. “Embora no começo tenha sido difícil, gosto do fato de que sou uma mulher no mundo dos meninos. Posso precisar de um degrau a mais na escada, mas ainda assim sou capaz de fazer.”

8. Faith47

Faith47 é uma artista da África do Sul cujas imagens texturizadas trazem espiritualidade e natureza para o primeiro plano dos ambientes urbanos, assemelhando-se a ilustrações de livros de história na vida real. “Adoro a maneira pela qual o trabalho que fazemos é tão temporário”, disse em uma entrevista ao site Senses Lost.

“Nada dura para sempre... O vento e o sol podem absorver ou o gorro... É um lampejo que alguém pode ver e depois desaparece. E alguém realmente viu aquilo.

9. Shamsia Hassani

a few months ago "

Posted by Shamsia Hassani on Domingo, 31 de agosto de 2014

Hassani foi uma das primeiras grafiteiras a trabalhar no Afeganistão, incorporando elementos temáticos como a burca em suas obras. “Acredito que existam muitas pessoas que se esquecem de toda a tragédia que as mulheres enfrentam no Afeganistão”, disse em uma entrevista ao site Street Art Bio.

“Esse é o motivo pelo qual uso minhas pinturas como um meio de relembrar as pessoas. Quero destacar o assunto na sociedade, com pinturas refletindo as mulheres em burcas em todos os lugares.

E tento mostrá-las maiores do que são na verdade, e em formas modernas, moldadas em felicidade, movimento, talvez mais fortes. Tento fazer as pessoas olharem para elas de forma diferente.”

10. Alice Mizrahi

With Barbara Hoffman- the property owner of my wall for @walltherapyny - thanks for having me here:)

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Mizrahi, residente em Nova York, cria imagens emotivas e empoderadoras de mulheres e meninas como “arquétipos sagrados”. Ao lado da artista Toofly, também fundou o Younite, um fórum para artistas do sexo feminino. “Para mim, não há divisão”, Mizrahi disse ao site Street Art NYC, ao comentar seu trabalho nas ruas e galerias. “Meu trabalho é meu trabalho, seja no muro, numa tela, na madeira ou numa escultura. Gosto de me expressar, de me divertir e explorar. Não gosto de rótulos.”

BÔNUS: Swoon

In the studio, pasting on repurposed doors from gutted houses.

Uma foto publicada por Swoon Studio (@swoonhq) em

Porque... dã!

Com certeza existem mais artistas mulheres para conhecer e amar. Conte quais são suas favoritas nos comentários.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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