NOTÍCIAS
04/12/2015 15:55 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Ala pró-impeachment do PMDB quer que ministros deixem o governo. O primeiro já foi

Montagem/Estadão Conteúdo

A ala do PMDB de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff mobilizou todas as suas estruturas para desestabilizar ao máximo o governo e tentar conquistar mais aliados ao objetivo de tirar a mandatária do cargo.

Uma das estratégias é pressionar os ministros da legenda a deixarem o cargo. O primeiro deles já se posicionou. Ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, protocolou sua carta de demissão no Planalto para deixar a Esplanada.

Escudeiro do vice Michel Temer, o ministro aproveitou a insatisfação com o governo por ter sido contrariado na indicação de aliados para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para definir sua posição.

Ao HuffPost Brasil, o presidente do Instituto Ulysses Guimarães, Moreira Franco, negou que o motivo seja esse. “Não foi a indicação. Foi uma decisão política, pelo momento politico que estamos vivendo.”

Outros integrantes da ala pró-impeachmentpressionam o ministro Henrique Eduardo Alves, do Turismo, a abandonar o governo.

A chance da estratégia ter sucesso com toda bancada na Esplanada, no entanto, é baixa. A maioria dos ministros do PMDB é mais governista que de oposição.

A composição da Esplanada, inclusive, é uma das principais mágoas do partido com a presidente. Essa chateação refletiu no comportamento das bancadas na Câmara e no Senado no primeiro e, principalmente, neste segundo mandato da petista.

Dos sete ministros que o PMDB tem no governo, pelo menos quatro são aliados de Dilma. Entre eles a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, e o ministro da Secretaria dos Portos, Hélder Barbalho.

Contrário a ala pró-impeachment e, em favor da presidente, também trabalha o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). Ele prometeu indicar deputados de todas as alas para a comissão que analisará a abertura do processo de impeachment.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o presidente do PT em São Paulo, Emídio Souza, disse que a saída do ministro não é um bom sinal. Já o líder do PT na Câmara, Sibá Machado, tentou minimizar e disse ao jornal que a decisão foi pessoal. “Não há decisão do partido."

Impeachment

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu o Psol e a Rede apresentaram uma série de argumentos contra o presidente da Casa, como a delação premiada de Julio Camargo, que acusa o peemedebista de ter cobrado propina, as contas na Suíça e a suspeita de que ele tenha mentido na CPI da Petrobras, ao dizer que não tinha contas bancárias no exterior.

Ao saber do pedido de impeachment, Dilma rebateu e disse que não cede a chantagem.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: