MULHERES
02/12/2015 15:43 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Senadora defende que escolas do Brasil abordem desde cedo o combate à violência contra a mulher (VÍDEO)

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) defendeu nesta terça-feira (1) que o combate à violência contra a mulher passe a integrar a grade curricular do ensino no Brasil. A sugestão foi feita durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado. Para a parlamentar, educar as novas gerações desde cedo é fundamental.

“Temos que mudar a mentalidade do menino e da menina. É preciso deixar claro que é direito da mulher ser tratada com respeito”, disse a peemedebista, que preside a Comissão Mista de Combate à Violência Contra a Mulher na Casa. A sugestão de Simone Tebet deve ser levada à Comissão de Educação do Senado e constará no relatório final da comissão, a cargo da senadora Regina Sousa (PT-PI), e que será concluído até fevereiro de 2016.

O senador Donizeti Nogueira (PT-TO) apoiou a sugestão e disse ainda que é preciso combater o sentimento de propriedade que o homem tem sobre a mulher. “Acho que é um aprofundamento do processo educacional desde a infância. É necessário ter punições severas, mas também a gente tem que encontrar uma forma de ressocializar esse homem”, comentou.

Outro ponto abordado com ênfase pela CDH durante a audiência foi justamente a reeducação de homens agressores. Vários exemplos de programas de sucesso na área pelo País foram apresentados e, segundo os números apresentados, a reincidência na prática da violência contra a mulher é bastante baixa. “Tratar o homem é proteger as mulheres”, disse a promotora Lindinalva Costa, uma das convidadas para a audiência.

Segundo levantamentos divulgados neste ano, uma em cada quatro mulheres já sofreu agressões físicas ou psicológicas associadas à condição de gênero no Brasil. Além disso, o País ocupa a quinta posição em ranking global de assassinatos de mulheres, ficando atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.