MULHERES
02/12/2015 16:20 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Creche de São Paulo pede que meninas usem apenas cabelo 'liso' e 'solto' em evento de Natal

Um pedido foi considerado completamente inadequado feito por uma escola de M'Boi Mirim, em São Paulo, causou revolta em alguns pais e causou revolta nas redes sociais.

Um comunicado direcionado às famílias dos alunos de até 4 anos que estudam na escola, sugeria que elas usassem apenas “cabelo liso” para deixar a apresentação de Natal "ainda mais bonita".

"Sabe quando a gente diz que a escola é o PIOR ambiente para uma criança negra? Então..."#UPDATEDados da...

Posted by Levante Negro on Terça, 1 de dezembro de 2015

A mensagem, impressa numa folha de papel e enviada aos pais, foi divulgada nas redes sociais com o seguinte texto: “Para que a nossa apresentação fique ainda mais bonita, conto com sua colaboração enviando o se (a) filho (a) no dia da nossa apresentação de natal 03/12 com o seguinte penteado”.

A imagem foi ilustrada com uma foto da atriz mirim Larissa Manoela, que interpreta a personagem Maria Joaquina, da novela infanto-juvenil Carrossel.

Assim que foi publicada nas redes sociais, a atitude da escola teve repercussão negativa, o que fez a escola divulgar um comunicado e investigar o ocorrido:

A Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância, mantenedora da escola, publicou uma nota em seu site dizendo que todas as questões de diversidade cultural, racial, e religiosidade estão contempladas em seu plano de trabalho.

Leia na íntegra:

A associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância e seus educadores repudiam qualquer forma de preconceito e discriminação. Reconhecemos e já esclarecemos sobre o equívoco da mensagem e tomamos todas as medidas administrativas cabíveis para que erros lamentáveis como esse não se repitam e possam ferir os preceitos postos na Lei 10639/2003 e Lei 11645/2008.

O ocorrido nos faz ampliar sobre a nossa visão acerca da construção coletiva de uma educação pautada no respeito à diversidade, reconhecendo as identidades de todos e todas, com práticas pedagógicas, materiais e ambientes planejados para ater o racismo, o preconceito e qualquer forma de discriminação.

Em 2016, continuaremos e ampliaremos o nosso processo de formação nesse sentido, aprofundando a discussão no caminho da construção de um currículo que vise ã reeducação das relações étnico-raciais.

Lamentamos profundamente o ocorrido e reiteramos nossa intenção de manter sempre aberto os canais de diálogo com as famílias e com toda a comunidade.

A diretoria de ensino da região afirmou lamentar o episódio ao jornal Gazeta do Povo e ainda disse que o procedimento foi equivocado e individual de um funcionário, sem autorização da direção. Também afirmou que “já toma as devidas medidas administrativas”.

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