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01/12/2015 15:14 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:35 -02

Polêmico outdoor é campanha: 'Desrespeito que aconteceu na internet durou só um dia, mas as pessoas com deficiência o enfrentam todos os dias' (VÍDEO)

Não é privilégio. É direito.

Nós sabemos que vocês ficaram chocados com as revindicações feitas pelo movimento. E esse choque, é o nosso alívio. O desrespeito que aconteceu na internet durou só um dia, mas as pessoas com deficiência enfrentam essa afronta todos os dias. Esperamos que cada um que se revoltou, na internet, seja uma VOZ REAL na luta pelos nossos direitos. Que não se calem ao ver uma pessoa com deficiência sendo desrespeitada ou discriminada. Denunciem! Não se revoltem somente nas redes sociais.

Posted by Movimento Pela Reforma de Direitos on Terça, 1 de dezembro de 2015

A polêmica em torno de um outdoor de Curitiba chegou ao fim. A peça publicitária, que pedia o “fim dos privilégios para deficientes” e que seria de um grupo intitulado Movimento pela Reforma de Direitos era na verdade – como se especulou durante toda a segunda-feira (30) – um viral e a ideia era essa mesma: indignar as pessoas.

“Nós sabemos que vocês ficaram chocados com as reivindicações feitas pelo movimento. E esse choque, é o nosso alívio. O desrespeito que aconteceu na internet durou só um dia, mas as pessoas com deficiência enfrentam essa afronta todos os dias”, disse Mirella Prosdócimo, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O conselho, vinculado à Prefeitura de Curitiba, tentou com a campanha chamar a atenção das pessoas justamente para direitos adquiridos por um grupo que representa 24% da população brasileira. “As políticas afirmativas existem para que as pessoas com deficiência possam viver com dignidade”, completou Mirella. Apesar disso, vários internautas criticaram a iniciativa na página do governo municipal.

Nesta quinta-feira (3) comemora-se o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Física, e para os idealizadores da campanha é tempo de discutir a questão. “Esperamos que cada um que se revoltou, na internet, seja uma voz real na luta pelos nossos direitos. Que não se calem ao ver uma pessoa com deficiência sendo desrespeitada ou discriminada”, concluiu.

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