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30/11/2015 10:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Papa encerra viagem à África com visita a mesquita em local sitiado

GIANLUIGI GUERCIA via Getty Images
Pope Francis (C) waves as he visits the Koudoukou school, to meet people from the muslim community, after leaving the Central Mosque in the PK5 neighborhood on November 30, 2015 in Bangui. Pope Francis on November 30 said Christians and Muslims were 'brothers', urging them to reject hatred and violence on a visit to a mosque in a flashpoint Muslim neighbourhood of the Central African Republic's capital Bangui. AFP PHOTO / GIANLUIGI GUERCIA / AFP / GIANLUIGI GUERCIA (Photo credit should read GIANLUIGI GUERCIA/AFP/Getty Images)

O papa Francisco visitou um dos bairros mais perigosos do mundo, nesta segunda-feira (30), para pedir a cristãos e muçulmanos que acabem com uma espiral de ódio, vingança e derramamento de sangue que já matou milhares de pessoas nos últimos três anos.

Sob intenso esquema de segurança, Francisco passou por uma zona isolada para entrar em PK5, um distrito onde a maioria dos muçulmanos que não fugiram da capital da República Centro-Africana agora busca refúgio.

O bairro foi separado do resto da capital Bangui pelos últimos dois meses por um cerco das chamadas milícias cristãs anti-Balaka, que bloqueiam a entrada de suprimentos e impedem os muçulmanos de sair.

Uma presença pesada das forças de paz da ONU, com fuzis e coletes à prova de bala, era vista por todo PK5 e veículos blindados armados com metralhadoras foram posicionados ao longo da rota da comitiva do papa.

Atiradores da ONU foram posicionados no alto dos minaretes que decoram a mesquita verde e branco recém-pintada, onde centenas de muçulmanos de PK5 ouviram quando Francisco fez um apelo pelo fim da violência.

"Cristãos e muçulmanos são irmãos e irmãs", disse o papa depois de um discurso do imã Moussa Tidiani Naibi, um dos líderes religiosos locais que tentam promover o diálogo.

"Aqueles que dizem crer em Deus também devem ser homens e mulheres de paz", disse ele, observando que os cristãos, muçulmanos e seguidores de religiões tradicionais viveram juntos em paz por muitos anos.

O papa Francisco vai terminar a viagem para a África com uma missa para dezenas de milhares de católicos no estádio nacional da República Centro-Africana, antes de retornar a Roma.

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