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27/11/2015 14:27 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Unicef: 16 mil crianças foram recrutadas para a guerra no Sudão do Sul

Anadolu Agency via Getty Images
PIBOR, SOUTH SUDAN - FEBRUARY 10 : Young boys, children soldiers sit on February 10, 2015 with their rifles at a ceremony of the child soldiers disarmament, demobilization and reintegration in Pibor over sawn by UNICEF and partners. The children in Pibor, Jonglei State, surrendered their weapons and uniforms in a ceremony overseen by the South Sudan National Disarmament, Demobilization and Reintegration Commission, and the Cobra Faction and supported by UNICEF. (Photo by Samir Bol /Anadolu Agency/Getty Images)

Cerca de 16 mil crianças foram recrutadas à força em 2015 pelas diferentes partes em conflito no Sudão do Sul, revelou nesta sexta-feira (27) o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

“A situação das crianças continua grave. Apesar da assinatura de um acordo de paz em agosto, há poucos sinais de melhorias”, declarou um porta-voz do Unicef, Christopher Boulierac, em uma coletiva de imprensa em Genebra.

“Graves violações dos direitos das crianças, como assassinatos, raptos e violência sexual, continuam a ocorrer em todo o país”, lamentou.

Boulierac explicou que a situação das crianças no Sudão do Sul “piorou desde o início de 2015 com o recrutamento e utilização constantes de crianças, essencialmente meninos, mas também meninas, pelas forças e grupos armados”.

Desde janeiro, “cerca de 16 mil crianças foram recrutadas e continuam todos [servindo] nas forças armadas e nos grupos”, adiantou.

Embora vulgarmente sejam chamadas de “crianças soldados”, elas não atuam apenas como combatentes e fazem serviços como o de mensageiro – sendo enviadas para zonas perigosas – ou são usadas, especialmente as meninas, com fins sexuais.

O Sudão do Sul proclamou sua independência em julho de 2011, antes de voltar à guerra em dezembro de 2013 devido a divergências políticas e étnicas, alimentadas pela rivalidade entre o presidente Salva Kiir e o seu antigo vice-presidente Riek Machar, líder dos rebeldes.

O conflito, marcado por atrocidades atribuíveis aos dois lados, causou dezenas de milhares de mortos e obrigou mais de 2,2 milhões a abandonarem suas casas. Cerca de 1,5 mil crianças foram mortas, segundo o Unicef.

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