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27/11/2015 02:06 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Ligada à Pasadena, prisão de Delcídio volta a assombrar o Planalto

Montagem/Estadão Conteúdo

A prisão do líder do governo, senador Delcídio Amaral (PT-MS), deixou o Palácio do Palnalto em alerta.

Isto porque o interesse do senador em acobertar o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró está ligado à compra da refinaria de Pasadena, chancelada justamente quando a presidente Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil e presidente do Conselho Administrativo da Petrobras.

Na avaliação de petistas e peemdebistas próximos ao governo, a desconfiança em torno da presidente e integrantes do governo deve voltar à pauta.

Entre os petistas do Senado, pegou mal o partido ter abandonado o senador e o Planalto também ter evitado fazer qualquer tipo de comentário ou ter dado qualquer orientação.

"Os petistas entraram no plenário e encaminharam o voto sem saber da nota do partido. Todo mundo foi pego de surpresa", disse um petista o HuffPost Brasil.

Nos corredores do Planalto, a ordem é se distanciar de polêmicas. O governo adotou a postura de não atacar nem defender Delcídio. Há o entendimento de que quanto mais mexer no assunto, mais ele pode render.

Já entre os peemedebistas, há a avaliação de que Delcídio é apenas a ponta do icerberg e pode ter mais informações comprometedoras na delação de Cerveró. Ele é o elo com o governo", aposta um peedemebista.

A oposição também vai jogar luz sobre a prisão de Delcídio e o rastro de Dilma. Para o presidente do PSDB, senador Aécio neves (MG), o caso mostra que a Operação Lava Jato está intimamente ligado ao governo.

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