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26/11/2015 10:56 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Diálogo entre religiões é 'essencial', diz papa na África

GEORGINA GOODWIN via Getty Images
Pope Francis waves to the crowd at the University of Nairobi as he arrives to deliver a giant open-air mass on November 26, 2015. Pope Francis held his first open-air mass in Africa on November 26 with huge crowds calling heavy rains 'God's blessing' as they sung and danced in the Kenyan capital. The 78-year-old pontiff, the third pope to visit the continent, is also scheduled to visit Uganda and the troubled Central African Republic (CAR) on a six-day trip. AFP PHOTO/GEORGINA GOODWIN / AFP / Georgina Goodwin (Photo credit should read GEORGINA GOODWIN/AFP/Getty Images)

O papa Francisco disse nesta quinta-feira (26) no Quênia, país onde têm ocorrido ataques de militantes islamistas, que o diálogo entre as religiões na África é essencial para ensinar os jovens que a violência em nome de Deus é injustificada.

Resolver as divisões entre muçulmanos e cristãos é o principal objetivo de sua primeira turnê no continente, a qual também inclui Uganda, país que, como o Quênia, tem sido alvo de uma série de ataques islamistas, e à República Centro-Africana, dilacerada por conflitos sectários.

Iniciando a viagem pela capital queniana, Francisco se encontrou com muçulmanos e outros líderes religiosos antes de celebrar uma missa ao ar livre para dezenas de milhares de pessoas encharcadas pela chuva, que cantaram, dançaram e ulularam quando ele chegou num papamóvel aberto.

"Muitas vezes os jovens estão se radicalizando em nome da religião para semear a discórdia e o medo, e para rasgar a estrutura das nossas sociedades", disse ele a cerca de 25 líderes religiosos.

O diálogo inter-religioso "não é um luxo. Não é algo extra ou opcional, mas essencial", disse o pontífice, sublinhando que o nome de Deus "nunca deve ser usado para justificar o ódio e a violência".

Ele se referiu aos ataques da Al Shabaab, grupo islamista da Somália, no centro comercial Westgate Nairobi e na universidade de Garissa, este ano. Centenas de pessoas foram mortas nos últimos dois ou três anos, e os cristãos às vezes são o alvo preferencial de homens armados.

O presidente do Conselho Supremo dos Muçulmanos do Quênia, Abdulghafur El-Busaidy, fez um apelo pela cooperação e tolerância. "Como pessoas de um só Deus e deste mundo, temos de nos posicionar, e em uníssono", disse o papa.

O giro africano de Francisco também busca a aproximação com a crescente população católica do continente, que deve chegar a meio bilhão de pessoas até 2050.

Um terço dos 45 milhões de habitantes do Quênia é católico.

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