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25/11/2015 20:33 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:34 -02

Se prisão de Delcídio virar exemplo, Cunha pode ser o próximo

Montagem/Estadão Conteúdo

A prisão do então líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) deixou os parlamentares investigados na Operação Lava Jato em alerta. Questionado se temia ser preso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que não comentaria.

"Não tenho condições de fazer comentários, absolutamente nenhum comentário acerca daquilo que não tenho conhecimento do detalhe”. Perguntado novamente, ele reiterou, irritado: "Não vou fazer comentário sobre isso”.

A postura de Cunha tem respaldo de cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil. O argumento para prender Cunha seriam as supostas manobras que ele tem feito, por ser presidente da Casa, para dificultar as apurações que o envolvem.

À BBC Brasil, o professor da Universidade de Brasília (UnB), David Fleischer, explicou que a prisão de Delcídio abre precedente “que leva intranquilidade a todos os congressistas supostamente envolvidos nessas denúncias recentes, com destaque para a Cunha”.

O argumento é corroborado pelo professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Antônio Lavareda. À rede inglesa de notícia, acrescentou: “a partir daí, por exemplo, o próprio presidente da Câmara poderia ser preso também se fosse configurado o fato de ele estar obstruindo investigação”.

Na semana passada, uma manobra no plenário da Câmara suspendeu a votação do parecer que abriria as investigações contra Cunha no Conselho de Ética.

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