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24/11/2015 20:46 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Mariana: Respostas sobre a tragédia devem demorar cerca de um ano

ALBERTO WU/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Quem espera resposta sobre o que aconteceu em Marianavai ter que esperar. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, disse que o prazo vai de seis meses a um ano.

“Pela experiência com outros eventos de grande porte, isso deve demorar de seis meses a um ano. Para que os especialistas que contratamos levantem as hipóteses e testem essas hipóteses. E isso é muito importante. Acho que isso é muita responsabilidade nessa resposta, porque interessa, e muito, a gente saber o que aconteceu”, disse ao jornal.

Segundo ele, a barragem era monitorada com frequência e não apresentava fragilidades. Vescovi diz que o estudo deve demorar porque envolve várias ciências.

"Envolve geotecnia, geologia, mecânica de solos, mecânica de fluidos. Nós temos um corpo ali, uma barragem que estava sendo operada, monitorada, licenciada, dentro dos padrões que se entende serem os melhores padrões de operação de uma barragem. Então, todos os fatores topográficos da barragem, todos os fatores de operação estavam em dia.”

Com a tragédia e o mercado financeiro sem resposta, a agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou os ratings da mineradora de BB+ para BB-. Em nota, a agência explicou que “a ação de rebaixamento reflete o aumento nos riscos de liquidez da empresa porque o prazo para retomar sua produção de pelotas atualmente é incerto”.

Peixes e tartarugas

A tragédia causada pelo tsunami de lama deixou 11 mortos, 12 desaparecidos e mais de 600 desabrigados. O desastre causou a morte de peixes e deixou cidades como Governador Valadares sem água.

A lama já chegou ao litoral do Espírito Santo. Mais de duas mil toneladas de peixes mortos foram tiradas do Rio Doce no estado. As tartarugas da região estão sendo levadas para uma zona livre para lama.

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