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23/11/2015 18:55 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Reportagem de setembro de 2014 já alertava para rompimento de barragem

JOVANDER DA SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Em setembro de 2014, a extinta Veja Belo Horizonte publicou uma reportagem com um alerta para o rompimento de barragens no estado. Na época, a publicação ressaltou que o rompimento de uma barragem de rejeitos de minério de ferro em Itabirito, naquele mês, mostrou que outros 700 reservatórios também estavam inseguros.

Na época, a avalanche de lama caiu sobre trabalhadores e deixou pelo menos dois mortos. Após o acidente, o Ministério Público prometeu uma força-tarefa para fiscalizar as condições de operação das barragens.

Pouco mais de um ano depois, a tragédia com o rompimento da barragem de Mariana pelo menos 11 pessoas morreram, mais de 600 pessoas ficaram desabrigadas, a fauna e a flora da bacia do Rio Doce ficou comprometida e houve desabastecimento de água em cidades próximas ao leito do rio.

Um relatório da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), apresentado na reportagem, acrescentou ainda que "64 estruturas de contenção de rejeitos químicos e de mineração, do total de 744 existentes em Minas, não têm segurança garantida”.

A revista também mostrou que há um histórico de tragédias no estado:

História que se repete

Outros três graves acidentes ocorreram desde 2001

Minas Gerais registrou três grandes tragédias decorrentes do rompimento de barragens de rejeitos nos últimos quinze anos.

Em 2001, cinco pessoas morreram no distrito de São Sebastião das Águas Claras, mais conhecido como Macacos, em Nova Lima, após o deslizamento de toneladas de lama da Mineração Rio Verde. Além das mortes, o acidente provocou danos ambientais como o assoreamento do Córrego das Taquaras.

Dois anos depois, uma barragem de rejeitos industriais se rompeu em Cataguases, na Zona da Mata, liberando 1,2 bilhão de litros de lignina - resíduo da produção de celulose - nos rios Pomba e Paraíba do Sul. O caso, que afetou mais de 500 000 pessoas na região, é considerado um dos maiores desastres ecológicos do país.

Em 2007, cerca de 4 000 moradores das cidades de Miraí e Muriaé, também na Zona da Mata, ficaram desabrigados por causa das inundações resultantes do vazamento da barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguases. Plantações e pastagens foram destruídas e o abastecimento de água ficou comprometido em cidades mineiras e fluminenses.

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