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23/11/2015 18:33 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

PT sai de cima do muro e deve votar para que Cunha seja investigado

Montagem/Câmara/Estadão Conteúdo

Depois de ajudar na manobra para evitar que o processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tramitasse, o PT decidiu se posicionar contra o parlamentar.

Dois dos petistas que integram o Conselho de Ética afirmaram nesta segunda-feira (23) que a tendência é que os três deputados da sigla votem a favor do parecer do deputado Fausto Pinato (PRB-SP). O relatório pedirá que o colegiado investigue o peemedebista.

De acordo com o deputado Valmir Prascidelli (PT-SP), é ruim que o partido vote pelo arquivamento do caso.

“A tendência é que a gente vote favorável à continuidade do processo, pela circunstância das acusações e do que está tramitando no Supremo. O fim do processo significaria a Câmara se omitir, o que seria muito ruim para a Casa. A tendência dos três deputados do PT é votar pela admissibilidade”, disse Prascidelli, ao G1.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), também integrante do conselho, acrescentou que, na sua opinião, o partido deve acompanhar o voto do relator. "Temos de trabalhar para fazer andar esse processo em todas as instâncias”, completou ao G1.

Na semana passada, os três petistas faltaram a reunião do conselho. A atitude dos petistas foi interpretada como uma forma de ajudar Cunha, com o esvaziamento da sessão.

Mesmo sem os petistas e outros aliados de Cunha, houve quórum para iniciar a sessão. A reunião, porém, foi suspensa, após manobra do peemedebista.

Nesta segunda-feira, o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Edinho Silva, afirmou que o PT tem autonomia para construir sua posição dentro do Legislativo.

O partido tem sido bastante criticado pela postura que tem adotado quanto ao presidente da Câmara. No domingo, a ex-senadora Marina Silva (Rede), afirmou que o PT se esquiva de reagir contra Cunha em troca da paralisação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

É Eduardo Cunha quem decide se os pedidos de impedimento contra a petista serão aceitos ou não.

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