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23/11/2015 11:23 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Crise é econômica, política e ética, diz Carlos Langoni em seminário da FGV

Bloomberg via Getty Images
Carlos Langoni, former central bank president and finance chief of the organizing committee for the World Cup 2014, speaks at a conference sponsored by Bloomberg News Portuguese language service in Sao Paulo, Brazil, on Friday, June 11, 2010. Brazilian Central Bank President Henrique Meirelles said at the conference that strengthening the independence of Brazil's central bank will help reduce uncertainties in Latin America's biggest economies. Photographer: Marcia Zoet/Bloomberg via Getty Images

A crise que o País atravessa tem origem econômica, política e ética, definiu Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, durante o seminário Reavaliação do Risco Brasil, promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV).

"Eu acho que o que torna essa crise mais desafiante é que ela tem pelo menos três dimensões. Ela é econômica, sim, e também é política e ética. E essas três dimensões se retroalimentam e geram uma onda de incertezas", declarou Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da FGV.

O ex-presidente do BC reconhece que o País sofre impacto de um cenário mundial adverso, como a desaceleração da China. Ele pondera, porém, que o recuo tão intenso no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro não pode ser explicado apenas pelo ambiente externo.

"A desaceleração chinesa tem impacto direto sobre o Brasil. A China é nosso maior parceiro comercial e de investimentos, mas nada explica impacto tão direto e profundo. É uma crise que tem raiz interna, talvez por isso seja complexa", afirmou.

Langoni defendeu que o ajuste também passa por uma reforma política, previdenciária e trabalhista. "As economias saem de crise. Agora tem que construir essa ponte pós ajuste", disse ele.

Apoio a Levy

Principal defensor do ajuste em curso, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, recebeu o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) durante o evento, em meio às especulações de que estaria próximo de deixar o cargo

"Aqui no Rio, o ministro tem o apoio do empresariado", afirmou Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

Segundo o presidente da Firjan, a conta a pagar pelo ajuste será pesada, mas o ministro tem o apoio da federação no Rio. Embora haja pontos de discordâncias em relação às políticas adotadas, Eduardo Eugenio disse que o ministro "tem estado empenhado num cenário adverso".

"O que a indústria deseja é governabilidade", disse Eduardo Eugenio, citando que é necessário recuperar a confiança para que haja retomada do investimento.

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