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23/11/2015 16:34 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

6 razões para acreditar que o Corinthians é um ótimo exemplo para revitalizar o futebol brasileiro

tite

Calma, o Corinthians não é comparável ao Barcelona.

Jadson não é Messi. Nem Vagner Love jamais será Neymar.

Tirando essa comparação absurda que surgiu entre os torcedores e até na imprensa, o Corinthians é, sim, um time a ser admirado e seguido pelos demais clubes brasileiros. Tomara sirva de inspiração também para a Seleção Brasileira, ainda cambaleante depois do 7x1 frente os alemães na Copa do ano passado.

E se o número seis está na moda (lembra a goleada no clássico?), aí vão os seis pontos cruciais da histórica caminhada corintiana no Brasileirão.

1. Coerência

Desde 2007, o Corinthians teve apenas três treinadores: Tite, Mano Menezes e Adílson Batista (este em brevíssima passagem). Alguns jogadores, como Ralf e Danilo, estão na equipe há anos. Outros, como Elias e Christian, saíram e voltaram para o alvinegro. No futebol brasileiro é quase impossível manter elencos durante anos como ocorre na Europa por uma série de motivos, o que não impediu os corintianos de apostar firme numa linha de trabalho e seguir até o final. Detalhe: Mano saiu do Corinthians para dirigir a seleção. Tite, por conta do fim do seu contrato. Técnico precisa de tempo. E o Corinthians é o maior exemplo disso.

2. Mais inovação e menos fé

Da segundo divisão para o domínio do futebol brasileiro nos últimos anos - incluindo aí uma inédita Libertadores. O foco no trabalho de campo, os altos investimentos na preparação dos atletas, um centro de treinamentos de ponta e profissionais altamente capacitados. Tente lembrar exemplos de atletas parados meses no departamento médico corintiano. Vai demorar para surgir um nome que não seja por problemas crônicos. O trabalho bem feito substituiu a crendice. O time que sofre foi substituído pela equipe que apenas joga - muito bem - futebol.

3. Futebol é coletivo

Evidenciado ao extremo na humilhação corintiana frente os rivais são-paulinos no histórico 6x1 deste domingo. Se a equipe titular é dona de uma poderosa defesa e de um meio-campo que pensa, troca passes e sabe a hora correta de avançar, porque o time reserva não seria capaz de fazer algo parecido? Claro, há claras diferenças técnicas entre os titulares e os reservas, mas a ideia de jogo está mantida. Alguém duvida que o São Paulo tinha ontem alguns jogadores tecnicamente superiores aos reservas corintianos? Óbvio que não. Mas jogar coletivamente sempre será a saída para qualquer equipe que queira ser campeã.

4. O jogo tem 90 minutos. E precisa ser jogado por inteiro

A imagem do banco de reservas do Corinthians é autoexplicativa: lá estará Tite ligado e torcendo por cada gol e lá estarão os reservas à disposição de um chamado do chefe. O futebol é jogado em cada segundo dos 90 minutos de cada partida. E ninguém é mais prova disso do que a equipe Corinthians, que disputa cada jogada como se fosse a última e sem precisar ser violenta ou faltosa.

5. Menos barulho nos bastidores

O Corinthians também passa por problemas financeiros. Salários atrasaram, como em boa parte dos outros clubes. Acontece que a diretoria se calou. O técnico Tite, ainda no gramado após o empate contra o Vasco que rendeu o hexa ao alvinegro, elogiou o presidente. Problemas ainda existem, mas é melhor enfrentá-los de frente. Um paralelo rápido: enquanto isso, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não sai do Brasil. Seria medo de acabar preso como ex-presidente José Maria Marin?

6. Tite

Não precisa dizer mais nada. Nosso texto de quinta-feira já diz tudo.

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