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22/11/2015 22:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Oposição e independentes se unem para isolar Cunha

RENATO COSTA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Após uma semana marcada pela manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-R), para retardar a análise da representação que pede sua cassação, a situação do peemedebista parece ainda mais difícil.

O primeiro teste fogo, marcado para amanhã (24), com a votação do relatório de Fausto Pinato (PRB-SP), que vai considerar válida a representação, pode ser o marco para dar início a investigação.

A expectativa é que a maioria vote de acordo com o parecer de Pinato. Cada voto no Conselho de Ética é contabilizado com muito cuidado por Cunha.

O cerco ficou mais fechado com a forte cobrança da deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) para que Cunha deixe a presidência da Casa. Até início deste mês, não era oficial o afastamento do PSDB de Cunha e Mara era aliada do peemedebista.

Após anunciar rompimento com Cunha, o PSDB passou a adotar uma postura de embate contra o parlamentar.

Nesta segunda-feira, líderes de partidos de oposição e independentes vão se reunir para definir uma estratégia para forçar o afastamento de Cunha. Eles acreditam que se atuarem em conjunto terão mais êxito na batalha para derrubar o peemedebista.

A constante perda de aliados chegou ao núcleo do PMDB. Segundo a Folha de S.Paulo, Cunha está isolado dentro do próprio partido. A sigla passou a enxergá-lo como fonte de constrangimento e tem sido apontado como “problema da Câmara”.

Até então, o PMDB e o PT tem atuado de uma forma neutra que protege o parlamentar. A avaliação é que o PT tem “ajudado” Cunha para que ele desista dos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Fiéis ao lado de Cunha sobraram partidos nanicos como o PSC e o PR.

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