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22/11/2015 14:26 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Lama de mineradora chega ao mar do Espírito Santo

Reuters

A enxurrada de lama liberada com o rompimento da barragem da mineradora Samarco chegou no final da tarde sábado (21) ao litoral do Espírito Santo, na altura do vilarejo de Regência.

Moradores da região acompanharam a chegada da onda de lama ao mar e protestaram contra a empresa, que pertence à Vale e à anglo-australiana BHP Billiton. Segundo especialistas, trata-se do maior desastre ambiental da história do país, cujos efeitos negativos podem demorar décadas ou séculos para serem revertidos.

A lama com rejeitos de mineração chegou ao mar depois de uma viagem de mais de duas semanas desde o rompimento, no último dia 5, das barragens do Fundão e de Santarém, no subdistrito de Bento Rodrigues, do município de Mariana, na região leste de Minas Gerais.

Oito pessoas morreram e doze estão desaparecidas. No caminho até chegar ao litoral, a enxurrada deixou um rastro de destruição de vilarejos, plantações e de matas em diversas áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo, na rota da bacia do rio Doce, que foi contaminado. O abastecimento de água de milhares de pessoas foi afetado. Ambientalistas alertam para os efeitos negativos à fauna marinha.

A Justiça Federal do Espírito Santo chegou a determinar que a Samarco tomasse providências para impedir a chegada da lama ao mar, mas uma decisão posterior da Justiça estadual ordenou o contrário, atendendo a um pedido da prefeitura de Linhares, que alegou que seria temerário reter a lama na altura do município.

A lama é proveniente da atividade exploratória de minério da Samarco, que já se comprometeu a pagar no mínimo 1 bilhão de reais para dar início ao trabalho de reparação de danos socioambientais.

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