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21/11/2015 22:00 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Argentinos elegem o sucessor de Cristina Kirchner neste domingo (22)

Natacha Pisarenko/AP Photo

A Argentina aguarda com tranquilidade o segundo turno das eleições presidenciais. O pleito elegerá o sucessor da presidenta Cristina Kirchner.

Em algumas ruas do cento de Buenos Aires ainda podem ser vistas propagandas dos candidatos, com fotos do governista Daniel Scioli, que disputará a presidência da Argentina neste domingo (22) contra o opositor Mauricio Macri.

As mais recentes pesquisas mostram que Macri é o grande favorito para ganhar as eleições, com vantagem entre oito e dez pontos percentuais em relação a Scioli. Há dez por cento de eleitores indecisos.

Os votos a favor de Macri, da aliança Cambiemos (Mudemos), se concentram nos centros urbanos, enquanto os votos favoráveis a Scioli, da Frente para a Vitória, se localizam no interior.

No centro da capital argentina, as pessoas se mostram indiferentes às eleições de domingo. No total, 32 milhões de argentinos escolherão o nome do futuro governante do país.

A jovem Gabriela Farrán caminha pela Avenida 9 de Julho, uma das mais largas do mundo. E comenta: “A verdade é que não interessa muito o que ocorra neste domingo, não creio que possamos mudar o sistema, tudo permanecerá igual”.

Gabriela Farrán acrescenta: “Não importa quem ganhe, pessoas muito ricas continuarão enriquecendo e milhões de pobres continuarão sendo pobres, ninguém oferece uma mudança radical no que acontece no momento”.

O taxista Guillermo Peña diz que deverá continuar a dirigir seu táxi pelas avenidas de Buenos Aires, como fez ao longo de sua vida, as mesmas ruas que imortalizaram o músico Astor Piazzolla e o poeta uruguaio-argentino Horácio Ferrer no tango “Balada para um louco”.

Segundo ele, dirigir um táxi permite que ele obtenha um termômetro político para as eleições deste domingo. “Aquí sobem dezenas de passageiros por dia e a todos pergunto quem ganhará neste domingo”, disse.

“A maioria diz que Macri ganhará, mas não porque seja o melhor, senão porque querem uma mudança, um respiro depois de 12 anos de kirchnerismo, querem que entre ar pela janela, pela porta, e que haja oxigênio na casa”, acrescentou.

Nas ruas da capital Argentina, a propaganda eleitoral pode ser vista de duas maneiras. De um lado, os cartazes de Scioli são colados de forma artesanal em paredes. De outro lado, a propaganda de Macri é composta de gigantescos painéis em lugares destinados a publicidade. Isso se verifica, por exemplo, na rua Corrientes.

Segunda-feira (23), a Argentina amanhecerá con um presidente eleito, que assumirá o poder em 10 de dezembro próximo, por quatro anos.

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