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19/11/2015 13:17 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Justiça ordena que Samarco barre chegada da lama ao mar

Estadão Conteúdo/GABRIELA BILó

A Justiça Federal no Espírito Santo determinou que a mineradora Samarco adote em 24 horas medidas para que a lama que atingiu o Rio Doce com a ruptura de uma barragem da empresa em Mariana, Minas Gerais, não chegue ao mar.

Conforme a decisão, do juiz Rodrigo Reiff Botelho, da 3ª Vara Cível de Vitória, a mineradora, que pertence a Vale e a anglo-australiana BHP Billiton, será multada em 10 milhões de reais por dia caso a determinação não seja cumprida.

O Rio Doce deságua no litoral capixaba no distrito de Regência, que pertence a Linhares, norte do Espírito Santo. A região é conhecida pelo projeto Tamar, de proteção a tartarugas.

Nesta quarta-feira (18) o abastecimento de água foi suspenso em Colatina, a maior cidade do Espírito Santo a depender exclusivamente do Rio Doce para fornecer água à população.

A queda das barragens em Mariana aconteceu em 5 de novembro. Até o momento foram confirmadas sete mortes. Quatro corpos aguardam identificação. Doze pessoas estão desaparecidas. A lama atingiu o Rio Doce via afluentes. A bacia do rio em Minas tem aproximadamente 200 cidades.

Em nota, a mineradora afirma que já começou a instalar barreiras de contenção na foz do Rio Doce. "Os estudos para implantação da medida foram realizados pela Samarco, em conjunto com o Projeto Tamar, pescadores da região e representantes do Instituto Instituto Chico Mendes (ICM Bio)", diz o texto.

(Com Estadão Conteúdo)

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