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19/11/2015 14:50 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Eslovênia começa a expulsar imigrantes de países que não estão em guerra

SAKIS MITROLIDIS via Getty Images
Migrants and refugees blockade railroad tracks as they wait to cross the Greece-Macedonia border, near the village of Idomeni on November 19, 2015. Countries along the migrant route through the Balkans have begun tightening restrictions on the wave of people crossing their borders by allowing entry only to those fleeing war, aid workers and officials said on November 19. AFP PHOTO /Sakis Mitrolidis (Photo credit should read SAKIS MITROLIDIS/AFP/Getty Images)

A Eslovênia começou a mandar de volta para seus países pessoas que considera imigrantes por questões apenas econômicas, o que gera uma reação em cadeia na rota de imigração dos Bálcãs.

Porta-voz da polícia eslovena, Drago Menegalia disse que nos últimos dias aumentou o número de pessoas que foram "reconhecidas como simples imigrantes econômicos", que entraram no pequeno país a partir da Croácia.

O porta-voz disse que "esses estrangeiros não têm direito à proteção internacional", segundo as leis da União Europeia. A imprensa eslovena informou que cerca de 70 imigrantes do Marrocos e da Costa do Marfim foram mandados de volta no país nos últimos dias.

Autoridades eslovenas indicaram que continuarão a permitir o trânsito de refugiados de países em guerra como Síria, Afeganistão e Iraque, a caminho da Áustria e de outros países ricos da União Europeia.

O ministro do Interior croata, Ranko Ostojic, recusou-se a aceitar de volta 162 pessoas rejeitadas pela vizinha Eslovênia, porque seriam imigrantes por razões econômicas, não humanitárias.

Ostojic disse que a Croácia também não permitirá mais que pessoas vindas de países que não estão em guerra passem por seu território. O ministro também disse que todos os países que lidam com o fluxo de imigrantes devem coordenar suas ações, para evitar problemas.

Os imigrantes em busca de asilo viajam a partir da Turquia para a Grécia, então seguem por Macedônia, Sérvia, Croácia e Eslovênia, para chegar à Áustria e à Alemanha, onde a maioria quer ficar.

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