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19/11/2015 20:33 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:32 -02

Água do Rio Doce é considerada ‘dentro do padrão' pelo governo

CIRO FOTOS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Mesmo após ser invadida por uma tsunami de lama, gerada pelo rompimento de uma barragem de mineração e transbordamento de outra em Mariana (MG), a água do Rio Doce continua ‘dentro do padrão’. Este foi o resultado de testes do governo federal.

Em nota, divulgada nesta quinta-feira (19), a Agência Nacional de Águas e o Serviço Geológico do Brasil informaram que as amostras coletadas no último dia 14 demonstraram "condições dentro do padrão aceitável e indicam concordância com os dados divulgados pela CPRM em 2010”.

Foram feitas oito coletas em Gesteira, Barra Longa, Rio Doce e Cachoeira Dantas. O Ministério de Minas e Energia também informou que não houve aumento na quantidade de metais pesados no rio e nos sedimentos.

Apesar do resultado do governo, especialistas alertam desde a catástrofe para a toxidade da lama. Um laudo do Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas), divulgado último dia 13, reconheceu que há metais pesados nas amostras coletadas, mas não informou a concentração.

Nesta quinta-feira, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cobrou mais transparência do Igam na divulgação das condições da água.

A tragédia causada pelo tsunami de lama da mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, deixou 11 mortos, 12 desaparecidos e mais de 600 desabrigados. A tragédia causou a morte de peixes e deixou cidades como Governador Valadares sem água. A lama já chegou ao Espírito Santo e deve chegar ao mar.

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