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17/11/2015 15:06 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Temer minimiza dissidentes e diz que Dilma faz o 'impossível' para unir o País

ED FERREIRA/BRAZIL PHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O vice-presidente e presidente do PMDB, Michel Temer, afirmou que o partido não vai sair da base de apoio da presidente Dilma Rousseff. Questionado quando a sigla desembarcaria do governo, como tem defendido uma ala da legenda, ele afirmou apenas: "Não vai sair”.

Temer minimizou a importância das dissidências e disse que elas são naturais. "Isso é natural, nós temos que colaborar com o País, mesmo as pessoas que querem sair do PMDB querem colaborar com o País", afirmou. "Na política você tem valores e o valor que deve prevalecer agora é o valor País.”

O congresso peemedebista realizado nesta terça-feira (17), em Brasília, começou evidenciando divergências internas em vários pontos, entre eles, o desembarque do governo e mudanças no estatuto. Não há consenso nem mesmo sobre o seu novo programa econômico, intitulado "Uma Ponte para o Futuro”.

Uma das demonstrações de maior unidade diz respeito ao desejo da sigla em lançar candidato próprio à sucessão da presidente Dilma, em 2018. Questionado se o congresso de hoje poderia referendar alguma decisão neste sentido e eventualmente sinalizar a escolha de um candidato, Temer afirmou que 2018 será avaliado apenas "em 2017”.

Temer também afirmou que o Congresso Nacional da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao partido, não significa uma ruptura da legenda com o governo da presidente Dilma Rousseff. Ele destacou que o programa lançado pela sigla é um "partidário", e não "eleitoral", e que "tem novidades e ousadias que acho que o Brasil está precisando”.

Apesar de afirmar que a presidente Dilma faz o "possível e o impossível" para unificar o País, Temer pregou a "pacificação" do Brasil.

Questionado sobre quem seria a liderança capaz de unificar o País, ele afirmou que há hoje muitas lideranças capazes no País, "inclusive no próprio governo”.

Ovacionado por militantes do PMDB que gritavam "Brasil para frente, Temer presidente", o vice chegou ao congresso acompanhado de outros caciques do PMDB, como o ex-presidente José Sarney e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do Senado, Renan Calheiros (AL).

Ele negou que será candidato à Presidência nas próximas eleições e destacou que "se dará por satisfeito" se chegar a 2018 tendo ajudado o PMDB a construir um bom programa partidário e a escolher um bom candidato.

Blairo Maggi

Após deixar o PR, o senador Blairo Maggi se filiou ao PMDB durante o congresso. Em discurso ao lado de peemedebistas, Maggi destacou que a filiação se dá depois de mais de 20 anos de carreira política e que ingressou no partido para poder fazer aquilo que sempre teve desejo e não pôde fazer em outras siglas. "O PMDB não tem dono, mas tem a obrigação de levantar a voz", afirmou.

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