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14/11/2015 13:11 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Testemunha fala do pânico depois das explosões e tiros em Paris

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Um parisiense descreveu o momento aterrorizante em que soube dos ataques em Paris, depois de ouvir uma série de explosões durante um jogo de futebol no Stade de France.

Mais de cem pessoas morreram numasérie de ataques em Paris na noite de sexta-feira (13), levando o país a estabelecer controles nas fronteiras e decretar estado de emergência. O HuffPost França relata que pelo menos um atirador abriu fogo no restaurante Petit Cambodge e no bar vizinho, o Carillon, ambos no 10º arrondissement.

Em outro ataque, a Associated Press informa que os terroristas tomaram pelo menos cem reféns na casa de shows Bataclan, ali perto, onde também houve dezenas de mortes. Pelo menos duas explosões foram ouvidas perto do Stade de France durante um amistoso entre as seleções da França e da Alemanha.

Franck Benarroch, vendedor de 26 anos que mora perto do Le Bataclan, disse ao The Huffington Post Austrália que estava com a namorada e amigos quando ouviu a primeira explosão. Todos tiveram de deixar o estádio.

“Agora estou seguro. Coralie (minha namorada) está aqui, em choque”, disse ele ao The Huffington Post Austrália, de Paris.

“Acho que eram uns 20 minutos depois do começo do jogo, ouvimos a primeira explosão. Mas estamos acostumados a ouvir fogos de artifício ou barulho nos estádios, então achamos que era isso.”

“Aí o barulho ficou mais alto que o normal e cerca de dez minutos depois ouvimos outro estrondo. E 15 minutos depois, mais um. Depois desse segundo começamos a ficar preocupados”, acrescentou Benarroch.

Ele afirmou que percebeu a seriedade da situação quando o presidente François Hollande foi retirado do estádio.

“Recebemos um alerta no celular dizendo que o presidente tinha sido retirado do estádio pela polícia”, afirmou Benarroch ao HuffPost Austrália.

Benarroch e a namorada, Coraline, estavam no Stade de France durante as explosões.

“Estávamos conferindo nossos celulares e todos os aplicativos de notícias diziam que algo estavam acontecendo. Os amigos me contactavam perguntando se eu estava bem.”

“Aí o jogo terminou... Ele foi até o fim, nada aconteceu. O sistema de sim disse que havia ocorrido um incidente do lado de fora.”

“Assim que saímos do estádio, centenas de pessoas começaram a correr e sentimos um medo do ca****o, peguei Coraline e corremos juntos.”

Milhares de pessoas reagem à notícia no Stade de France.

“Centenas de pessoas começaram a correr.”

Benarroch: “Sentimos um medo do ca****o... começamos a correr.”

“Havia helicópteros na área, e a polícia nos disse para sair do estádio. As pessoas estavam no campo, e alguns dos meus amigos estavam lá no campo”, acrescentou Benarroch.

Ele disse que não conseguiu voltar para casa porque mora a apenas 800 metros do restaurante Petit Cambodge, um dos alvos dos atiradores.

Centenas fogem do estádio.

“Agora estou na casa de um amigo. Viemos a pé, todos os meus amigos estão aqui”, acrescentou ele.

“Estamos acompanhando o noticiário e vendo o que aconteceu.”

“É terrível. Meses depois do Charlie Hebdo.”

Em janeiro, dois irmãos invadiram a redação do jornal satírico francês, matando 12 pessoas e depois um policial.

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