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14/11/2015 09:40 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Presidente da França classifica atentados como 'ato de guerra'; Estado Islâmico assume autoria

STEPHANE DE SAKUTIN via Getty Images
French president Francois Hollande speaks at the Elysee palace in Paris on November 14, 2015, following a series of coordinated attacks in and around Paris late Friday which left more than 120 people dead. Hollande on Saturday blamed the Islamic State group for the attacks in Paris that left at least 128 dead, calling them an 'act of war'. AFP PHOTO / POOL / STEPHANE DE SAKUTIN (Photo credit should read STEPHANE DE SAKUTIN/AFP/Getty Images)

O presidente francês, François Hollande, disse neste sábado (13) que os ataques em Paris que mataram 129 pessoas foram "um ato de guerra", organizado do exterior pelo grupo Estado Islâmico com a ajuda interna.

"Diante da guerra, o país deve tomar medidas adequadas", disse ele, sem explicar o que isso significava.

Na manhã deste sábado, uma longa carta foi atribuída ao grupo. No texto, o Estado Islâmico assume a autoria dos ataques e ameaça a França.

O texto confirma os ataques envolvendo oito terroristas suicidas, e afirma que a França é um alvo prioritário do grupo.

De acordo com Charlie Winter, pesquisador da Fundação Quilliam, é difícil concluir se o ataque foi de fato organizado e ordenado pelo grupo, ou apenas "inspirado".

Segundo a agência Reuters, o grupo também divulgou um vídeo sem data no qual ameaça atacar novamente a França caso os ataques contra o grupo na Síria continuem.

"Enquanto vocês mantiverem os bombardeios, vocês não viverão em paz. Vocês vão ter medo até de entrar no mercado", afirma o discurso divulgado pelo grupo Al-Hayat Media Centre.

Hollande disse que iria falar ao Parlamento na segunda-feira (16) em uma reunião extraordinária e que anunciou três dias de luto oficial pelas vítimas dos ataques.

Os ataques em um estádio, sala de concertos e cafés e restaurantes no norte e leste Paris foram "um ato de guerra cometido pelo Daesh que foi preparado, organizado e planejado de fora (da França)" com a ajuda de dentro da França, afirmou Hollande, usando o acrônimo árabe para Estado Islâmico.

"Todas as medidas para proteger os nossos compatriotas e nosso território estão sendo tomadas no âmbito do estado de emergência", disse.

O ataque coordenado ocorreu no momento em que a França, um dos países fundadores da coalizão que tem realizado ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra combatentes do Estado Islâmico na Síria e no Iraque, está em alerta elevado para atentados terroristas antes de uma conferência climática global no fim deste mês.