COMPORTAMENTO
12/11/2015 16:17 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:24 -02

Marra, lágrimas e glória: conheça Felipe 'brTT', o brasileiro mais amado (e odiado) no 'League of Legends'

Felipe Larozza / VICE

O brasileiro Felipe Gonçalves, de 24 anos, estava exausto na última tarde de 10 de outubro. O moleque marrento que saiu das LAN houses da Vila da Penha, subúrbio da Zona Norte do Rio de Janeiro, estava em Paris, na França, depois de realizar o sonho de sua vida: representar o Brasil contra alguns dos melhores times do mundo no campeonato mundial do jogo League of Legends, o LoL. A euforia de gritos e lágrimas no palco da fase de grupos do mundial, realizado na casa de eventos Le Dock Pullmann, na divisa de Paris com Saint-Denis, agora, nos bastidores, dava lugar ao cansaço e à timidez.

No meio dos esportes eletrônicos, os e-sports, Felipe é conhecido pelo apelido "brTT", uma corruptela de “barata”. Ele se tornou o jogador mais amado e odiado do país pelo seu jeito de gritar provocações durante os jogos, suas diversas tatuagens pelo corpo, sua marra de carioca e o gosto pelas baladas. É um alien em um meio dominado por garotos nerds, quase todos mais novos que ele, focados em apurar o poder de reação dos dedos no teclado e no mouse.

A contradição é que esse mesmo cara, há pelo menos dois anos assombrado com perguntas sobre sua aposentadoria, terminou o ano de 2015 como bicampeão brasileiro, campeão do desafio internacional que deu vaga para o mundial e o melhor de seu time na campanha em Paris. Além, é claro, de marcas recordes de popularidade nas redes, com 470 mil fãs no Facebook e 170 mil seguidores no Twitter. E nada disso foi por uma paixão especial pelo League of Legends. A motivação é outra: "brTT" é obcecado pela vitória. “O que faz eu jogar até hoje é querer ser o melhor, chegar no jogo e destruir o adversário, não importa quem ele seja”, disse, com as pernas pra cima relaxadas em uma cadeira da sala de entrevistas do Le Dock Pullmann.

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