NOTÍCIAS
12/11/2015 23:13 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:31 -02

Em risco de extinção, peixes atingidos pelo tsunami de lama serão resgatados

LINCON ZARBIETTI/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO

A Justiça Federal, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Espírito Santo tentam salvar a vida dos peixes do Rio Doce, em Colatina (ES), que estão na linha de frente do tsunami de lama gerado com o rompimento de duas barragens na região de Mariana (MG).

A mineradora Samarco foi notificada para que resgate a maior quantidade possível de peixes da área. O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Espírito Santo articulam uma operação com o apoio de pescadores e entidades ambientais para fazer o trabalho de coleta dos peixes.

A intenção é evitar a extinção de 100% das espécies que habitam o leito do rio.

A operação, denominada "Arca de Noé", é alinhada com a Samarco, uma joint venture da brasileira Vale com a anglo-australiana BHP Billiton.

Os animais serão levados para lagoas em Colatina e em Linhares (ES) e, possivelmente, locais próximos a uma hidrelétrica em Baixo Guandú (ES).

"Como ainda não há uma análise completa da presença de metais pesados na água do Rio Doce, não há certeza de que os peixes estão ou não contaminados. Além disso, os órgãos ambientais não autorizaram a pesca indiscriminada, tendo ficado permitidos apenas o resgate e a soltura dos animais em locais predeterminados”, informou o MPF, em nota.

Rompimento da barragem

O desastre deixou pelo menos nove mortos, 19 desaparecidos e de 600 desabrigados. A enxurrada de lama destruiu o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e contaminou o Rio Doce.

A nova vítima foi encontrada na noite de quinta-feira (12), em Santa Cruz do Escalvado, a 100 km da cidade, pelo Corpo de Bombeiros.

A lama com rejeitos da mineração está descendo o rio e atingindo outras cidades, o que compromete o abastecimento de água em municípios de Minas Gerais e Espírito Santo.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: