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05/10/2015 21:37 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Sessão de vetos é a primeira prova de fogo de Dilma após a reforma ministerial

Montagem/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff enfrenta nesta terça-feira (6) a primeira prova de fogo no Congresso Nacional com o novo desenho da Esplanada. A esperança do governo é que a sessão para votação dos vetos, prevista para as 11h, ocorra e que as canetadas da presidente sejam mantidas.

Na semana passada, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manobrou para evitar a análise dos vetos. De acordo com o líder do governo na Câmara, José Guimarães(PT-CE), o ajuste fiscal depende da manutenção desses vetos. Se forem derrubados, os gastos do governo podem aumentar mais de R$ 60 bilhões.

Para se ter ideia, a recriação da CPMF gerará uma arrecadação extra de R$ 32 bilhões.

“O país precisa, não é só o governo, a economia brasileira precisa, não podemos amanhã criar uma despesa de R$ 64,5 bilhões. Precisamos manter os vetos para a saúde financeira do país, para a saúde da economia brasileira.”

O veto mais delicado é o do reajuste de até 78% para servidores do judiciário, responsável por um impacto de mais de R$ 30 bilhões.

A expectativa do governo é que a nova composição do Esplanada recomponha a base aliada e facilite a votação.

A sessão dos vetos é vista como um teste de fidelidade. No PMDB, o discurso dos novos ministros é unificado. “Só o painel pode dizer como está o PMDB e na sessão dos vetos estará claro o lado do partido. Não adianta que um pequeno grupo faça barulho dizendo que somos de oposição”, diz Celso Pancera, novo ministro da Ciência e Tecnologia.

Já no PDT, ainda há dúvidas. O ministro das Comunicações, André Figueiredo, entretanto, diz que a posição do partido continua a mesma.

"Eu não posso agora gerar nenhuma forma de constrangimento em relação à politica econômica dentro de uma reunião ministerial, mas certamente continuaremos com as mesmas críticas e os mesmos posicionamentos. Nossa ideia é buscar e propor alternativas dentro do governo que possam taxar segmentos que estão lucrando com a crise, principalmente o setor financeiro."

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