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01/10/2015 13:19 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Relembrar é viver: Hoje pró-impeachment, Aécio já chamou de 'frustrados' aqueles que pediam o 'Fora FHC' (VÍDEOS)

Montagem/Estadão Conteúdo

O PSDB está na linha de frente da oposição na Câmara dos Deputados quando o assunto é a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Não por acaso, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) prega abertamente o ‘Fora Dilma’ sempre que possível.

Entretanto, os tucanos não podem expor tais posições sem passar pelo crivo do presidente da legenda, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) – este um pouco mais contido em seus discursos a favor da queda de Dilma. Recentemente, Aécio deixou claro o que acha acerca do assunto:

“Nós somos a principal alternativa hoje no Brasil para colocar fim a esse ciclo perverso de governo do PT, que tantos males vêm trazendo a todos os brasileiros. E o PSDB tem o dever, além de criticar, de apresentar caminhos para o futuro. (O impeachment) é uma possibilidade prevista na Constituição. Eu tenho dito sempre que depende muito mais da presidente da República mostrar que tem condições de conduzir o País do que da oposição”.

Há pouco mais de 16 anos, porém, Aécio definia de outra maneira aqueles que pregavam a tese do impeachment do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB):

“Na verdade, o que presumo é que existe ainda uma frustração enorme na alma e no peito desses ilustres parlamentares, que não concordam ou não aceitam a deliberação majoritária da sociedade brasileira, que pela segunda vez, em primeiro turno, deu ao presidente Fernando Henrique (Cardoso) o mandato de presidente da República”.

O discurso foi proferido no dia 18 de maio de 1999, durante a votação do requerimento 20/99 na Câmara. O material foi resgatado nesta semana pelo jornalista Fernando Rodrigues, do portal UOL.

Na época, o que estava em voga era o ‘Fora FHC’, o qual tinha no PT o seu principal entusiasta. O pedido de impeachment, entretanto, acabou arquivado após análise do recurso. A decisão foi oficializada pelo então presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), hoje vice de Dilma no Planalto.

Como se vê, o mundo dá muitas voltas. Até mesmo na política.

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