MULHERES
01/10/2015 17:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Em entrevista à Time Out, atriz Meryl Streep diz ser 'humanista', e não 'feminista'

Laura Cavanaugh via Getty Images
NEW YORK, NY - AUGUST 03: Meryl Streep attends 'Ricki And The Flash' New York Premiere at AMC Lincoln Square Theater on August 3, 2015 in New York City. (Photo by Laura Cavanaugh/FilmMagic)

Meryl Streep vai interpretar a lendária Emmeline Pankhurst em Suffagettelonga inspirado no início da história de luta e resistência das mulheres pelo direito ao voto na Inglaterra no início do século XX.-- em uma época em que ser mulher e ter voz, não combinavam, mesmo.

Em uma entrevista recente à Time Out sobre o filme, não teve como Streep deixar de falar abertamente sobre sexismo na indústria do entretenimento, machismo e opressão das mulheres. "Os homens deveriam enxergar algo errado quando suas vozes são as únicas predominantes no mundo, disse. "Eles deveriam sentir isso".

E continua:

"As pessoas em agências e estúdios, devem olhar ao redor da mesa de diretorias e sentir que algo está errado, se metade dos seus participantes não são mulheres. Porque os nossos gostos são diferentes, o que nós avaliamos é diferente. Não são melhores, mas sim diferentes.”

E a pergunta mais irritante que costuma escutar em eventos e entrevistas? Streep responde:

“'Você muitas vezes interpreta mulheres muito fortes, por que você escolhe?’ Blá blá blá. Nenhum homem é questionado: ‘você interpreta homens muito fortes. Por quê?’ Seria uma pergunta absurda", disse, em tom irônico.

Mas um ponto que chamou bastante atenção na entrevista foi o de que Meryl, mesmo após dar tantas respostas que vão ao encontro com o discurso e ideais feminista, disse ser "humanista" apenas.

“Eu sou uma humanista, sou a favor do equilíbrio perfeito", respondeu à repórter. Ao final da entrevista, Meryl foi, mais uma vez, irônica quando questionada se se irrita ao saber que ganha menos do que os homens em Hollywood:

“Oh querida, por que você imaginaria uma coisa dessas?”.

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