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30/09/2015 22:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

MEC da 'Pátria Educadora': 10 meses, 4 ministros e uma gestão sem orçamento

Montagem/Estadão Conteúdo/WikiCommons

Dez meses e o Ministério da Educação já está no seu quarto ministro. Em todos os casos, a falta de orçamento foi uma constante na ‘Pátria Educadora’, de Dilma Rousseff. O ano na pasta começou sob o comando de Cid Gomes, que saiu em abril após discutir na Câmara dos Deputados. Em seguida, foi interinamente ocupado pelo secretário executivo Luiz Cláudio Costa.

Para reestabelecer um vínculo com a militância e se aproximar do meio acadêmico, a presidente buscou um nome técnico e nomeou o professor de Filosofia da Universidade de São Paulo Renato Janine Ribeiro.

A gestão de Ribeiro carregou o mesmo carimbo das demais, a luta por mais recursos. Enquanto esteve a frente da pasta, o ministro participou do anúncio de dois cortes no orçamento e enfrentou a polêmica com a redução de vagas no Financiamento Estudantil.

Em meio a crise do orçamento, Janine optou por uma postura mais liberal e descolada do governo. Agora para reverter a crise política e acomodar os aliados, a presidente Dilma Rousseff tira Janine e indica nomear até sexta-feira o atual ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, para o posto que ocupou entre 2012 e 2014.

Apesar da crise de nomes no comando da pasta, o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, questiona principalmente a falta de interesse do governo em ‘turbinar’ a pasta.

“O que eu fico preocupado não é com os nomes. Tem o Plano Nacional de Educação que determina um programa para a área. O que importa no nome do ministro é a capacidade de dar conta da política que o PNE determina, mas ele está parado.”

Para Daniel, o governo tem que tratar a educação como prioridade, dar atenção orçamentária para a educação. Ele ressalta que no próximo ano o País tem que cumprir a meta de universalizar o ensino infantil e é um ano de eleições municipais.

“As famílias exigem que essa situação da pré-escola saia do papel. E isso depende do governo federal, mas o ajuste paralisou as obras do pró-infância, de construção de creches. Mais importante que a instabilidade do gestor do MEC é que o governo não tem tido capacidade de colocar a educação em primeiro lugar."

Ele frisa que não tem como implementar o PNE, aumentar as matrículas e mexer na matriz do ensino sem recursos. “Não existe meta alternativa, o governo federal deveria preservar o setor e o ajuste tem inviabilizado o plano.”

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