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30/09/2015 10:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Dilma Rousseff tem aprovação de 10%, mas reprovação atinge os 69%, aponta CNI/Ibope (PESQUISA)

Alex Silva/Estadão Conteúdo

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) segue com baixa popularidade, segundo pesquisa Ibope, divulgada na manhã desta quarta-feira (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A avaliação da gestão da petista oscilou para cima em um ponto percentual, com resultados semelhante ao levantamento anterior, feito em julho:

- Ótimo/bom: 10%

- Regular: 21%

- Ruim/péssimo: 69%

- Não sabe: 1%

Na pesquisa anterior, a avaliação positiva de Dilma estava em 9%, enquanto a reprovação estava em 68%. A rejeição, de acordo com a CNI/Ibope, voltou a bater recorde – este que já era da presidente petista. A confiança na petista está estável, em 20% - o que significa que apenas um em cada cinco brasileiros confia plenamente na gestão, ao passo que 82% dos entrevistados desaprovam a maneira de governar de Dilma.

O levantamento mostra que a popularidade de Dilma segue em queda entre os mais jovens, mas dá sinais de recuperação entre os mais velhos. Entretanto, o jeito da presidente governar tem a aprovação de apenas 14% - queda de 1% em relação à pesquisa de julho deste ano.

grafico cni

Até dezembro de 2014, aprovação do governo estava na casa dos 40%; reprovação só ganhou corpo neste ano (Reprodução/CNI)

Entre os aspectos positivos do governo federal estão o combate à fome e à pobreza (29%) e as políticas de meio ambiente (25%). Entretanto, os impostos (90%), os juros (89%), a saúde (84%), e o combate à inflação (83%) são apontados pela população como os principais problemas.

Entre os assuntos mais lembrados pelos entrevistados, o impeachment (7%) aparece atrás da Operação Lava Jato (13%), da volta da CPMF (8%), do aumento de impostos (7%), e só a frente da corrupção do governo (4%).

A pesquisa foi realizada entre 18 e 21 deste mês, depois, portanto, do rebaixamento do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor's e durante as discussões sobre o retorno da CPMF. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 140 municípios. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais e o grau de confiança da pesquisa é de 95%.

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