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25/09/2015 15:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

PMDB reage à fala de FHC de que a presidente tenta pacto com ‘demônio'

Montagem/Estadão Conteúdo

A declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à Folha de S.Paulo de que a presidente Dilma Rousseff tenta “pacto com demônio” para salvar o governo ao oferecer cargos ao PMDB gerou uma revolta entre os peemedebistas. Em entrevista à CBN, o líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), destacou que o partido fez parte da base de FHC.

“A declaração é ofensiva ao próprio presidente FHC e a sua história. O PMDB fez parte ao seu governo, dando sustentação e ocupava ministérios. Ele nomeou vários ministros do PMDB. O PMDB tem cumprido seu dever ao longo do tempo. O ex-presidente tem interesses no seu partido (PSDB).”

Também à rádio CBN, o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) evitou entrar na polêmica, mas fez a mesma observação de Picciani. “O PMDB compôs a base do presidente FHC e o PMDB hoje tem importância fundamental para garantir a governabilidade e a aprovação de matérias importantes no Congresso.”

À Folha, o ex-presidente argumentou que perdeu a popularidade várias vezes, mas que não perdeu maioria no Congresso, nem o respeito. Para ele, a presidente deveria apresentar um pacto de mudanças, como reforma na previdência e contenção de gastos, e um ano depois renunciar.

Segundo ele, com a manutenção desse cenário, a presidente “vai fazer pacto com o demônio o tempo todo. Vai ter que ceder cada vez mais. E o governo ficará cada vez mais contraditório”.

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