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24/09/2015 10:08 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Fotógrafo registra momento cena emocionante em estação de trem na Hungria ❤

István Zsíros/Reprodução/Facebook

Em meio a tantas imagens tristes e desesperadoras, um símbolo do amor entre os refugiados ganhou a internet nesta semana. O registro foi feito em Aszód, cidade a 40 km da capital da Hungria, Budapeste e mostra, em meio a um acampamento, um casal se beijando.

O autor da foto, Istvan Zsiros, deixou a carreira na área de Tecnologia da Informação para se dedicar à fotografia, segundo o Guardian.

A imagem se tornou famosa após ser divulgada em uma página do Facebook, que promovia um concurso de fotos de refugiados. O fotógrafo grego e ativista Yannis Androulidakis também compartilhou a foto, e afirmou: "Os refugiados irão vencer. O amor irá vencer".

Ao Independent, o fotógrafo contou que registrar a cena foi um "momento de sorte". Cerca de 2.500 pessoas estavam acampadas na estação, esperando o momento em que poderiam embarcar rumo á Áustria.

"Eu acho que todo mundo tem momentos felizes nesses campos de refugiados. Todos estão muito tristes e frustrados, mas o amor está em todo o lugar", contou à publicação britânica.

A napokban a fenti képem (Határtalan Szerelem / Borderless Love) bejárta az online nagyvilágot, a mai nap híre, hogy a...

Posted by Zsíros István Photography on Martes, 22 de septiembre de 2015

Recursos

Na quarta-feira (23), presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, anunciou que os líderes daUnião Europeia(UE) vão aumentar a ajuda aos países vizinhos da Síria e mobilizar 1 bilhão de euros para as organizações que ajudam os refugiados.

“Vamos mobilizar 1 bilhão de euros adicionais para ajudar os refugiados através do Programa Alimentar Mundial e o Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados”, disse Tusk em conferência de imprensa, ao final da cúpula extraordinária de chefes de Estado e de Governo.

Em nota divulgada, António Guterres considera que “o plano de distribuição [de refugiados] não vai pôr fim ao problema”, mas espera que “seja o início de uma solução” após o acordo alcançado pelos líderes na reunião extraordinária da União Europeia.

Segundo Donald Tusk, os líderes da UE decidiram também “aumentar a ajuda ao Líbano, Jordânia, Turquia e outros países da região”.

O chefe do Alto Comissariado para Refugiados (Acnur), António Guterres considerou que este “é um passo importante para a estabilização da crise, mas muito mais precisa ser feito”, até porque “o plano só pode funcionar se, nos pontos de entrada da Europa, forem criadas instalações robustas para receber, ajudar e cadastrar as pessoas”.

O presidente do Conselho Europeu disse também que os centros de registro de refugiados e migrantes vão estar ativos “até ao fim de novembro”.

Guterres defende que “estas instalações devem ter capacidade para lidar com a média atual de 5.000 pessoas que chegam todos os dias de barco”.

Para as Nações Unidas, os centros de registro de refugiados e migrantes devem igualmente “oferecer uma alternativa” àqueles que necessitam de proteção internacional diante das ameaças de grupos que operam no transporte marítimo de refugiados e imigrantes que pretendem dar entrada na Europa.

Sobre o fortalecimento do controle fronteiriço externo da União Europeia, o Anur insiste em que a gestão das fronteiras “deve ser coerente com o direito nacional, comunitário e internacional, incluindo a garantia do direito de requerer asilo”.

A Europa tem estado sob intensa pressão para lidar com um afluxo sem precedentes de refugiados e migrantes, principalmente vindos da Síria, que vive um conflito iniciado em março de 2011, após protestos contra o regime de Bashar al-Assad.

O conflito já matou mais de 240 mil pessoas e é travado em várias frentes, por diversos grupos armados.

A Suécia e a Alemanha estão entre os destinos mais populares dos que fogem da guerra e da agitação no Oriente Médio e Norte da África.

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