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24/09/2015 15:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Dilma adia reforma por não conseguir acomodar tanto aliado na cúpula do governo

CHICO PEIXOTO/LEIAJÁIMAGENS/ESTADÃO CONTEÚDO

Com dificuldade para acomodar o aliados na composição mais enxuta da Esplanada dos Ministérios, a presidente Dilma Rousseff adiou o anúncio dos novos nomes. A mandatária passou a manhã reunida com os ministros que cuidam das pastas sociais do governo.

A ideia é criar um novo Ministério da Cidadania, que reúna as secretarias de Direitos Humanos, Políticas para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial. O nome mais cotado para assumir o novo ministério é Miguel Rossetto, que hoje está à frente da Secretaria-Geral da Presidência.

Além de Rossetto, estiveram no Palácio do Alvorada com Dilma os ministros Pepe Vargas (Direitos Humanos), Eleonora Menicucci (Políticas para as Mulheres) e Nilma Lino Gomes (Igualdade Racial).

Inicialmente, Dilma tinha pensado em manter essas pastas, para afagar o PT e evitar desgastes com os movimentos sociais. Nos últimos dias, porém, ganhou força a tese do Ministério da Cidadania.

Ao entregar a pasta a Rossetto, Dilma também mantém no governo um dos seus principais aliados, já que a Secretaria-Geral deve ficar com Ricardo Berzoini, hoje nas Comunicações.

Entre os nós que a presidente desata também há o do PMDB. O Planalto havia prometido os ministérios da Saúde e uma nova pasta, a da Infraestrutura. Porém, o governo reavalia a fusão entre Aviação Civil e Portos, para manter Eliseu Padilha na Aviação Civil e alocar Helder Barbalho nos Portos, já que seu Ministério da Pesca deve ser anexado ao Ministério da Agricultura, comandado pela também peemedebista Kátia Abreu.

"Se modificar, vou tirar todas as indicações e reunir a bancada novamente", rebateu o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ).

Além disso, há outra polêmica envolvendo as indicações ministeriais da bancada peemedebista da Câmara. O governo quer contabilizar a manutenção do ex-presidente da Casa Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na cota da bancada comandada por Picciani.

Os deputados, no entanto, não abrem mão de indicar dois ministros. Aceitariam Henrique Alves na sua cota apenas se tiverem direito a três indicações.

Escolhidos

Na manhã de quarta-feira (23), Picciani entregou a Dilma a lista de sugestões com sete nomes. Para Infraestrutura, os peemedebistas da Câmara indicaram José Priante (PA), Mauro Lopes (MG), Celso Pansera (RJ) e Newton Cardoso Júnior (MG). Para a Saúde, foram indicados Saraiva Felipe (MG), Manoel Júnior (PB) e Marcelo Castro (PI). Os mais cotados são Priante e Manoel Júnior.

A presidente havia se comprometido com Picciani a divulgar sua escolha nesta quinta, mas o anúncio só deve acontecer na próxima semana.

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