MUNDO
23/09/2015 20:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Remédio que teve aumento de 5.000% nos EUA custa R$ 0,07 no Brasil (e não vai aumentar)

Reprodução/Twitter

Nesta semana, Martin Shkreli se tornou o cara mais detestado da internet ao subir o preço de um remédio em 5.000% do dia para a noite.

O ex-operador de ações de alto risco comprou os direitos de exploração do Daraprim, droga utilizada no tratamento de malária e de infecções oportunistas da Aids, em agosto. Imediatamente, o preço do comprimido saltou de US$ 13,50 para US$ 750 (cerca de R$ 3.130).

Felizmente, os direitos de exploração do Daraprim adquiridos por Shkreli valem apenas para os Estados Unidos. No Brasil, o Daraprim é fabricado pela Farmoquímica, que vende o remédio há dez anos e não pretende aumentar o valor.

A caixa com cem comprimidos do Daraprim brasileiro é vendida, em média, por R$ 7 -- sete centavos por pílula --, o que corresponde a 0,002% do preço de um comprimido de Daraprim americano.

Isso quer dizer que, com o dinheiro usado para comprar um só comprimido de Daraprim nos Estados Unidos, é possível comprar 45 mil no Brasil.

"No Brasil, todo aumento de preço tem que ser aprovado pelo governo e não temos nenhuma intenção de aumentar o preço, apenas o que for estabelecido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos)", disse Fernando Martins, gerente de produtos da Farmoquímica ao G1.

A CMED regula o teto dos preços de remédios no Brasil segundo a lei federal 10.742.

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