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23/09/2015 13:59 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Presidente global da Volkswagen renuncia em meio a escândalo nos EUA

BERLIM (Reuters) - O presidente-executivo da Volkswagen , Martin Winterkorn, renunciou ao cargo nesta quarta-feira, assumindo responsabilidade pela fraude em testes de emissão de poluentes

Sean Gallup via Getty Images
WOLFSBURG, GERMANY - MARCH 13, 2014: In this file photo Volkswagen CEO Martin Winterkorn attends the company's annual press conference on March 13, 2014 in Wolfsburg, Germany. Winterkorn announced on September 22, 2015 that he will not step down following the diesel emissions scandal that Volkswagen has admitted could affect up to 11 million VW cars. (Photo by Sean Gallup/Getty Images)

O presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (23), assumindo responsabilidade pela fraude em testes de emissão de poluentes executados nos Estados Unidos em veículos da montadora, no maior escândalo já enfrentado pelo grupo de 78 anos.

"A Volkswagen precisa de um novo começo, também em termos de pessoal. Estou liberando o caminho para este novo começo com a minha renúncia", disse Winterkorn em comunicado.

O executivo afirmou que ficou chocado com os eventos dos últimos dias e sobretudo com o fato de que uma fraude desta escala pudesse ser possível na companhia.

Um comitê-executivo de cinco integrantes interpelou Winterkorn, de 68 anos, desde cedo nesta quarta-feira na sede da Volkswagen em Wolfsburg, na Alemanha. A empresa está sob intensa pressão para promover medidas decisivas. As ações do grupo acumulam queda de 30 por cento desde o surgimento da crise e com mais más notícias a caminho.

Promotores alemães disseram nesta quarta-feira que estão realizando uma investigação preliminar sobre a manipulação de resultados de testes de emissão de poluentes em veículos da marca, enquanto a ministra de Energia da França, Ségolène Royal, afirmou que o país pode ser "extremamente severo" se sua investigação encontrar qualquer delito.

Autoridades nos Estados Unidos estão planejando abrir investigações criminais depois da descoberta de que a Volkswagen programou sistemas eletrônicos de seus carros para detectarem quando os veículos eram submetidos a testes e com isso alterarem o funcionamento dos motores a diesel para reduzirem a emissão de poluentes.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA afirmou na sexta-feira que a Volkswagen poderá enfrentar penas de até 18 bilhões de dólares por falsificar os testes de emissão de alguns modelos de carros com motores a diesel.

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