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23/09/2015 17:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Por que as equipes da NFL não pagam nem o salário mínimo para as cheerleaders?

Todo trabalho deve ser honestamente remunerado, certo? Independente da atividade, de você concordar ou não com ela.

Mas a coisa fica ainda pior quando os empregadores são equipes milionárias, com atletas assegurados com salários astronômicos e contratos publicitários estelares.

Acontece que pelo menos cinco equipes da NFL, a liga de futebol americano, não dão a mínima para as condições de suas cheeleaders, as famosas animadoras de torcida.

Oakland Raiders, New York Jets, Tampa Bay Buccaneers, Cincinnati Bengals e Buffalo Bills já foram processados para que mudassem a tragédia. As franquias da Califórnia e da Flórida já foram condenadas a pagar US$ 2 milhões em dívidas salariais para suas cheerleaders.

Os pagamentos vergonhosos chegavam a US$ 2,85 (R$ 11,82) por hora. Para se ter uma ideia, um mascote da NFL recebe entre US$ 23 mil (R$ 95,36 mil) e US$ 65 mil (R$ 269,5 mil) por ano. Faz algum sentido?

Quem começou a mudar essa realidade foi justamente uma mulher: Lorena Gonzalez, membro da Assembleia estadual da Califórnia. É dela a lei que regula a categoria.

“Mesmo com leis trabalhistas bem rígidas aqui, tivemos de passar uma lei. Inacreditável, né?”. Com a lei, a partir de janeiro, as equipes profissionais da Califórnia terão de garantir salário mínimo e seguro saúde.

A ironia disso tudo é que a própria Lorena Gonzalez foi uma cheerleader quando jovem. Alguém precisa ter sentido na pele para agir, certo? Parece que sim.

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