NOTÍCIAS
22/09/2015 09:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Para ter apoio, Dilma abre pasta social para o PMDB

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff and her vice President Michel Temer attend the launching ceremony of the Logistics Investment Program (LIP), at the Planalto Palace in Brasilia, on June 9, 2015. Brazil announced a $64-billion infrastructure spending package on Tuesday, hoping to revive its flagging economy with investment in highways, railroads, ports and airports. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Depois da cúpula do PMDB se recusar na última segunda-feira (21) a indicar nomes para compor o Ministério e a ajudar a presidente Dilma Rousseff, o governo cogita a possibilidade de entregar o Ministério da Saúde ao partido, para não perder o aliado. As informações são do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira (22).

Se a oferta se confirmar, será a primeira vez que a pasta será comandada por outro partido na era petista.

Ontem, Dilma teve diversos encontros com o vice-presidente Michel temer, que sugeriu a ela que adiasse a reforma ministerial, sob alegação de que, neste momento de fragilidade, mudanças na equipe só provocariam mais instabilidade política e atritos na base aliada do governo.

A falta de indicações, no entanto, foi interpretada como mais um gesto do PMDB de sinalizar um rompimento com o governo. Além do vice-presidente, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, avisaram Dilma que não apresentarão nomes para cargos.

Após as recusas, Dilma chamou Temer e outros líderes do PMDB na Câmara, como Leonardo Picciani (RJ), e no Senado, Eunício Oliveira (CE), para outra conversa. Picciani disse a amigos que a bancada na Câmara "quer ter um ministro".

Preocupada com os vetos presidenciais à chamada pauta-bomba e com a possibilidade de sofrer outra derrota no Congresso, ela chegou a telefonar para Cunha. "Compreendo o momento difícil", disse o presidente da Câmara.

Segundo fontes do Estadão Conteúdo, o impasse ocorreu porque a presidente decidiu cortar quadros importantes do PMDB, como os ministros Henrique Eduardo Alves (que comanda o Turismo e preside o partido no Rio Grande do Norte) e Helder Barbalho, hoje no controle da Pesca.

Dilma também foi aconselhada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a encaixar no primeiro escalão políticos com influência sobre as bancadas, que possam barrar um possível processo de impeachment contra ela.

O líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), admitiu que, caso não haja entendimento com o PMDB, o melhor é deixar a reforma para depois. Há receio de que uma troca de ministros, agora, contamine a votação dos vetos a projetos como o do reajuste dos funcionários do Judiciário.

"Precisamos garantir maioria na Câmara e no Senado", disse Delcídio. "Um mau desempenho do governo na votação dos vetos pode trazer impacto na economia. Cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Seria melhor adiar essa reforma."

(Com informações do Estadão Conteúdo)

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: