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22/09/2015 15:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Nas casas de câmbio, dólar já é encontrado a R$ 4,54

Bloomberg via Getty Images
Brazilian reais notes and U.S. one dollar bills are arranged for a photograph in London, U.K., on Wednesday, Feb. 23, 2011. Yields on Brazilian interest-rate futures contracts increased as investors stepped up wagers that policy makers will have to raise borrowing costs by a greater amount to tame inflation. Photographer: Chris Ratcliffe/Bloomberg via Getty Images

Com o dólar nas alturas, viajar para o exterior fica cada vez mais caro. Nesta terça-feira, a moeda americana já era encontrada por 4,54 reais nas casas de câmbio, enquanto no pregão da Bovespa alcançava a maior cotação desde o lançamento do Plano Real (4,04 reais).

O dólar turismo, usado para fazer compras fora do país, vale mais do que o comercial por agregar no seu preço custos administrativos e financeiros. O dólar comercial, por sua vez, serve como base para exportações, importações e transferências financeiras.

Na Confidence Câmbio, a divisa valia 4,54 reais no cartão pré-pago, que inclui IOF de 6,38%. Em espécie, a moeda saía por 4,31 reais. Já na Cotação, o dólar era comercializado a 4,51 reais no cartão e a 4,29 reais em dinheiro. Na AGK Corretora, as cotações para compra eram de 4,43 e 4,23 reais, respectivamente.

A Fair oferecia a moeda a 4,46 e 4,24 reais, na mesma base de comparação, e a Ouro Minas por 4,45 e 4,23 reais.

Com esses valores, o dólar turismo chegava a ser mais caro do que o euro comercial, cuja cotação máxima do dia foi 4,51 reais. A libra esterlina, por sua vez, valia 6,20 reais nesta manhã.

Cenário político

Após três pregões seguidos de valorização, a moeda americana opera em forte alta nesta terça. Assim como nos últimos dias, os investidores estão monitorando de perto os desdobramentos da cena política. E a preocupação é grande com a incapacidade de o governo conseguir impor sua agenda de ajustes na economia.

Na pauta de hoje, o Congresso deve apreciar os vetos da presidente Dilma Rousseff a projetos da chamada "pauta-bomba", que aumentam as despesas do governo em um momento de queda na arrecadação.

Além disso, o mercado já precifica um possível novo rebaixamento pelas agências de classificação de risco Fitch ou Moody's. No dia 10 de setembro, a Standard & Poor's retirou o selo de bom pagador do país.

"Essas dificuldades que o governo enfrenta no Congresso deixam o país quase ingovernável do ponto de vista fiscal", disse o operador da corretora SLW, João Paulo de Gracia Correa.

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