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16/09/2015 15:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Para acolher mais refugiados, Finlândia quer aumentar impostos cobrados da parcela mais rica da população

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O governo finlandês propôs aumentar temporariamente o imposto de renda da parcela mais rica da população para acolher um número maior de refugiados e equilibrar as contas do país.

A proposta, denominada "imposto da solidariedade", foi lançada na semana passada pelo ministro das Finanças e faria o país receber um número dez vezes maior de pessoas que fogem, principalmente, da guerra civil na Síria.

No começo do mês, o país dobrou a estimativa para o número de requerimentos de asilo recebidos neste ano, para 30 mil. No ano passado, a Finlândia recebeu apenas 3.600 pedidos. O aumento do fluxo de pessoas deve custar € 114 milhões (R$ 494 milhões) aos cofres finlandeses.

Para aumentar o número de refugiados acolhidos no país, segundo a Telesur, o governo também vai reduzir de US$ 360 (R$ 1.381) para US$ 226 (R$ 867) a ajuda destinada aos refugiados que chegam ao país e também deve cortar o orçamento de programas de integração.

A Finlândia não está acostumada com imigração em massa, e o governo de centro-direita está sofrendo para lidar com a situação em meio a profundos cortes de gastos e aumento do desemprego no país abalado pela recessão.

A economia do país está encolhendo pelo quarto ano consecutivo devido à fraca demanda dos mercados e problemas europeus e russos que afetam suas principais indústrias de exportação, incluindo a tecnologia. De acordo com a Bloomberg, o déficit orçamentário do país deve ir até 2019.

Além da proposta de criar mais impostos para viabilizar o acolhimento dos refugiados, o governo também propôs outras medidas de contenção de despesas como cortes de gastos parlamentares e a redução de feriados.

Exemplo

Antes do anúncio das medidas, o premiê finlandês Juha Sipila, afirmou no começo do mês que vai colocar sua casa no norte do país à disposição dos refugiados.

Sipilla --ex-executivo de telecomunicações-- disse que aqueles que estiverem procurando asilo podem ficar na sua casa, em Kempele, a partir do início de 2016.

Sipila, que tem uma outra casa perto da capital, Helsinque, além da residência do governo, disse que o prédio em Kempele está sendo pouco utilizado no momento.

"Devemos todos olhar no espelho e nos perguntar como podemos ajudar", disse, em entrevista à emissora nacional YLE.

Dias depois, o líder do Banco da Finlândia, Erkki Liikanen, afirmou que vai doar um mês de seu salário à Cruz Vermelha finlandesa.

"Sei que este dinheiro vai chegar a quem mais necessita. Cada um faz o que sente que deve fazer dentro das suas possibilidades", escreveu ele em sua página do Facebook.

Liikanen presidiu a organização entre 2008 e 2014.

(Com informações da Reuters)

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