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16/09/2015 18:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:40 -02

Governadores apelam a Cunha por CPMF e ouvem que a situação é ‘difícil'

Montagem/Agência Brasil/Estadão Conteúdo

Uma comitiva de governadores se reuniu nesta quarta-feira (16) com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para fazer um apelo pelo retorno da CPMF, com alíquota de 0,38%. Do peemedebista, eles ouviram que a situação é ‘difícil’ e que o novo imposto enfrenta uma enorme barreira na Casa.

“Tenho a minha opinião contrária à CPMF. Acho que é uma contribuição ruim para a economia. Ela incide em cascata. Claro que a situação dos governadores é complicadíssima. (…) O que eu disse sobre a CPMF é que eles têm todo o direto de lutar, de pedir. Eu sou contra, mas não vou obstruir. Se chegar em condição de ser votada, será votada. A Casa que vai decidir. Só que eu acho difícil. Eu acho que leva tempo”, disse Cunha.

O presidente da Casa ressaltou o trâmite complexo da matéria. "Já é difícil sair da CCJ, pouco provável sair de uma comissão especial e ainda mais difícil sair do plenário. São etapas difíceis que têm que ser enfrentadas e lentas, longas. Não é uma coisa fácil. Não vai conseguir resolver o problema deles em 2016.”

Para Cunha, o governo está tentando dividir a derrota com os governadores porque não tem uma base articulada. “Todos nós nos sensibilizamos com o sofrimento deles, como os problemas que estão acontecendo, mas o efeito prático é nenhum. Não vai mudar a votação por essa motivação e o governo de uma certa forma joga a responsabilidade, se o Congresso não aprovar”.

Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, reforçou a posição de Cunha. "Todo mundo sabe que ele é contra (a CPMF), colocou isso nitidamente ali, mas disse que não vai atrapalhar o pleito e falou da dificuldade de ser votada esta matéria."

De acordo com Pezão, o aumento no imposto também é defendido por gestores da oposição, como o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). "Acho que, dificilmente, algum governador não precise desses recursos, tanto para Previdência como para saúde.”

Pezão defendeu que todos assumam uma parcela da responsabilidade. "A gente sabe que é um sacrifício para todos. Eu no governo do Estado voltei ao custeio de 2012, vou fazer mais ajustes ainda, mas a gente precisa ter uma fonte de financiamento principalmente para garantir a Previdência Pública", disse, acrescentando que ficariam 0,9 ponto percentual da CPMF para Estados e 0,9 pp para municípios.

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