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16/09/2015 16:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Cunha sobre os R$ 50 mil de indenização de Cid Gomes: ‘Acho pouco'

Montagem/Estadão Conteúdo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), achou pouca a indenização de R$ 50 mil que o ex-ministro da Educação Cid Gomes foi condenado a paga-lo pela declaração de que há entre 300 e 400 achacadores na Casa. A decisão, proferida em 1ª instância, cabe recurso e o presidente Casa irá recorrer.

Ao ser questionado sobre a decisão da Justiça, Cunha foi assertivo: "Não, não estou satisfeito. Achei pouco e vou recorrer para receber mais."

A declaração de Gomes foi feita em um evento na Universidade Federal do Pará, no fim de fevereiro. Lá, disse que há na Câmara "uns 400 deputados, 300 deputados que quanto pior melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.

Degastado por causa da acusação, Gomes foi chamado a prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados. Em vez de pedir desculpas, o ex-ministro reiterou as acusações, reclamou dos "infiéis", que são da base, mas não votam com o governo. E mandou um recado a esses: Que sejam situação ou larguem o osso e saiam do governo.

Gomes revoltou os deputados, principalmente o presidente da Casa. Antes do ex-ministro terminar de falar, os parlamentares já pediam a exoneração dele. Ao sair da Câmara, o ex-ministro foi direto para o Palácio do Planalto, onde entregou a carga de demissão à presidente Dilma Rousseff. Após o pedido de demissão, Gomes reafirmou que "não podia agir diferente senão confirmando aquilo que disse e o que penso".

Na decisão, o juiz Redivaldo Dias Barbosa considerou que ao individualizar a quem ‘imputava a conduta de achacador o réu extrapolou os limites da sua liberdade de expressão’.

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