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16/09/2015 00:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Pró-impeachment e aliados promovem queda de braço pelo futuro da presidência

Montagem/Estadão Conteúdo

Diante ameaça de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que assombra o Planalto desde o início do ano, mas ganhou ainda mais força recentemente, um grupo de parlamentares resolveu reagir e abrir uma frente de defesa da mandatária.

A formalização do grupo, porém, gerou uma reação imediata entre os pró-impeachment, que apresentaram uma questão de ordem para questionar o trâmite dos pedidos do impedimento na Câmara dos Deputados.

A expectativa é que a divisão entre os que defendem a presidente e os que querem ela fora do governo acirre ainda mais o clima de tensão entre os parlamentares e coloque em evidência os movimentos da presidente com relação ao futuro do governo. O próprio pacote fiscal, com corte de gastos e aumento de tributo, entrou na conta da briga.

Entre os pedidos de impeachment, parlamentares pró-impeachment protestavam contra o imposto, com cartazes “Xô, CPMF”. Em um ambiente desfavorável ao governo, a tendência é que as medidas encontrem enorme dificuldade na tramitação.

Apesar de ter sido questionado sobre a burocracia do processo de impeachment e da oposição ter pedido um prazo, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que não sabe quando irá responder os parlamentares. “Eles tiveram um mês para fazer essa questão de ordem e querem que eu responda com prazo”, indagou.

De acordo com ele, a Casa seguirá o mesmo rito de quando setores do PT pediram a queda do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Na época, houve recurso ao plenário, mas foi arquivado. "Vou recolher a questão de ordem, aquilo que não tiver já proferido, complementarei e farei por escrito. Darei uma resposta ‘as soon as possible’”, brincou.

Reação

Após apresentação da questão de ordem pela oposição, governistas saíram em defesa da presidente. O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu a legitimidade do mandato da presidente Dilma. "Nós ganhamos a eleição e é com base nesse mandato popular que vamos governar pelos próximos três anos e seis meses. A oposição disputou a eleição e não aceita o resultado do voto popular", disse.

Vice-líder do governo, o deputado Sílvio Costa (PSC-PE) disse que a questão de ordem não deveria ter sido aceita porque não diz respeito a proposta que esteja na pauta de votações. “Esse tipo de baboseira regimental, de desrespeito à democracia, não pode acontecer aqui”, criticou.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou os oposicionistas de tentarem patrocinar um golpe de Estado: “Anunciaram aqui que estão dispostos, através do golpe, a tentar abreviar o mandato legítimo da presidente Dilma Rousseff.”

(Com Agência Câmara)

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