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15/09/2015 14:20 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Governo diz que 0,20% da CPMF é apenas um piso. Alíquota pode chegar a 0,38%

ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

A alíquota de 0,20% da nova CPMF, anunciada na segunda-feira com o trunfo de ser mais baixa que o imposto enterrado em 2007, já é negociada pelo governo. De acordo com a Folha de S.Paulo, em jantar com 17 governadores, representantes do Executivo disseram que o índice pode ser apenas o piso e pediram aos gestores que pressionem suas bases para reajustá-lo para 0,38%. O valor a mais seria repassado para estados e municípios.

O governo, entretanto, afirmou que não irá articular essa manobra, devido as fortes pressões que vem sofrendo. Para conseguir o aumento, os governadores teriam que articular com parlamentares, que podem fazer alterações na proposta durante a tramitação. Nesse caso, o governo seria poupado do ônus do desgaste.

Na segunda-feira (14), após o anúncio do pacote de medidas para equilibrar as contas públicas, com um bolo de R$ 32 bilhões, arrecadados só pela CPMF, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que a proposta poderia ser melhorada no Congresso.

Segundo o jornal O Globo, no jantar com a presidente, Renan Filho (PMDB), filho do presidente do Senado, endossou que caberia aos governadores fazer essa ponte com o parlamento para elevar o imposto.

Outro defensor da proposta é o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB). “Eu acho que precisa haver, sim, esse compartilhamento com Estados e municípios. Vou defender que a proposta seja alterada. Os Estados também têm um déficit de Previdência. Aliás, o grande gargalo do meu governo é a Previdência”, disse ao jornal O Globo.

Diferentemente do que foi especulado ao longo das últimas semanas, a arrecadação do imposto será direcionada para custear o rombo da previdência e não a saúde, como era na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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