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14/09/2015 22:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Com corte de gastos e CPMF, Câmara dá encaminhamento ao impeachment

Montagem/Esatdão Conteúdo

Em meio a um cenário de mau humor no Congresso Nacional, por causa do anúncio de corte de gastos e a recriação da CPMF, a Câmara dos Deputados deu encaminhamento aos 13 pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Os documentos foram devolvidos aos autores para que eles se adequem às exigências formais. No início de agosto, Cunha arquivou outros quatro pedidos, que também foram devolvidos aos autores.

Informalmente, parlamentares que se opõe ao governo comentam que pedirão ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se explique sobre os pedidos, caso todos sejam negados. Os deputados podem questioná-lo e pedir para que os pedidos sejam analisados em plenário.

A oposição só não fez esse movimento ainda por não achar que há argumentos completamente inquestionáveis para a ação. O maior temor é que o pedido não siga adiante e o partido que exigiu a análise do pedido fique com a pecha de golpista.

A intenção dos oposicionistas é fazer todo o trâmite dentro da legalidade. Uma das táticas para fortalecer o clima contra a presidente foi se aliar ao ex-deputado Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT e autor do último pedido de impeachment protocolado na Casa.

O requerimento de Bicudo é embasado em pareceres, acórdãos e reportagens. Ele argumenta que há, sim, fatos suficientes para o impedimento de Dilma. A oposição aposta ainda nas análises das contas da presidente pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Tribunal de Contas da União. De acordo com a Folha, o pedido dele será reapresentado na quinta-feira (17).

Se acatado, o pedido de impeachmet tem um trâmite de aproximadamente um mês para ser concluído.

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