COMPORTAMENTO
13/09/2015 20:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Fotógrafos brasilienses querem incentivar a naturalização do ato de amamentar (FOTOS)

O casal de fotógrafos de Brasília Irmina Walczak e Sávio Freire já encontraram uma forma de contribuir para a construção de um mundo melhor. Por meio da fotografia, os dois ajudam a naturalizar o ato da amamentação.

Eles desenvolvem o projeto Mamaço no Espaço e fotografam mulheres amamentando seus filhos em espaços de frequentação pública para disseminar a ideia de que nutrir um bebê não deve ser nenhum constrangimento para a mãe.

Em agosto, durante a Semana Mundial de Amamentação e por estarem vivendo a experiência do nascimento do segundo filho, os fotógrafos tiveram a ideia. Eles fizeram uma chamada, via Facebook, e receberam mais de 100 e-mails de mulheres querendo participar.

O que era para ser uma atividade de apenas uma semana, acabou virando um projeto de longo prazo. Irmina e Sávio abriram, então, a conta mamaço_no_espaco, no Instagram, para divulgar as fotos e fazer contato com as mães.

Mas o objetivo, segundo eles, é chegar àqueles que ainda têm algum preconceito ou estranham a situação de alguém amamentar em público, por isso querem fazer algum tipo de intervenção permanente como fixar as fotografias nos locais onde foram tiradas para marcar aqueles espaços. “Fazer um mapa mamaço de Brasília”, simplificou Irmina.

Quinze mães já foram fotografadas. A antropóloga e professora de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília, Rosa Carneiro, apoiadora do projeto e mãe do Bento, de 2 meses, disse que algumas mulheres contam que são assediadas, em alguma medida, por outros homens pelo simples fato de estarem com o seio à mostra.

“É uma total confusão do que é a sexualidade feminina e o processo de nutrição do bebê. Como se o corpo da mulher continuasse a ter só uma visão, que é essa perspectiva da sexualidade para o outro, e não uma outra leitura, que é a amamentação e a nutrição dos bebês”, explicou.

Na percepção de Rosa, há um movimento, dos anos 2.000 para cá, de mulheres reagindo a isso, de recuperação do parto normal e do processo de amamentação prolongado.

Diferente do que acontecia entre os anos 1960 e 80, quando “o leite em pó era veiculado como o melhor alimento para os bebês”. “Esse é um papel social das mulheres, mas as pessoas tendem a alocar isso [a amamentação] no âmbito do privado e do doméstico. Precisamos romper com esse pensamento porque estamos formando crianças que amanhã cuidarão do mundo”, disse.

Continue lendo na Agência Brasil.

SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS: