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12/09/2015 17:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:38 -02

Inglesa acorda todos os dias pensando que é 15 de outubro de 2014

Chris Johnston/Arquivo pessoal/Reprodução

Desde que caiu e bateu a cabeça em uma barra de metal, a inglesa Nikki Pegram, de 28 anos, é incapaz de criar novas memórias e acorda todos os dias achando que é 15 de outubro de 2014.

Nikki sofreu o acidente nesta data por causa de um problema no joelho, quando deixava um hospital após uma consulta médica. Na queda, ela bateu a cabeça em uma barra de metal e foi diagnosticada com amnésia retrógrada, condição que faz com que o cérebro seja incapaz de criar novas memórias.

Desde então, Nikki acorda achando que está no dia de sua consulta médica e até lembra do acidente, mas não de como tudo aconteceu.

Para sobreviver uma vida sem recordações, ela passa o dia tomando notas e lendo um diário que mantém desde o acidente.

De acordo com seu marido, Chris Johnston, em entrevista à BBC, Nikki o lê em cada café da manhã antes de começar o dia para tentar reaprender tudo o que ouviu e leu nos dias posteriores ao acidente.

Agora, a jovem é incapaz de lembrar do passado recente e suas memórias se tornam distorcidas, contou ela em entrevista à rede britânica BBC. Por exemplo, Nikki consegue levar seu filho diariamente à escola, mas não se lembra em que classe ele estuda nem o nome de professora.

Em um caso onde a vida imitou a arte, a moça contou ao jornal britânico The Sun que é uma Drew Barrymore no filme "Como se fosse a primeira vez" (2004), mas da vida real.

Ela ainda afirma que perder a memória não é divertido como no filme.

"Eu perdi o Natal, feriados com meu filho de quatro anos e até mesmo meu próprio aniversário, porque não consigo lembrar de nada após o acidente. É muito assustador. As vezes, enquanto estou fazendo alguma coisa, eu fico triste porque não sei lembrarei daquele momento no dia seguinte", conta Nikki.

Segundo o marido, Nikki ainda não recebeu um prognóstico definitivo sobre sua amnésia. Inicialmente eles acharam que o quadro seria temporário, mas já faz um ano desde o acidente e seu marido teme que ela nunca se recupere.

A jovem britânica era gerente de um pub antes de sofrer o acidente e sonhava em ter seu próprio bar.

No entanto, agora ela não pode trabalhar e, recentemente, o Departamento do Trabalho e Pensões do Reino Unido, decidiu cortar o benefício de Nikki alegando que ela tem condições de exercer uma profissão.

De acordo com seu marido, a justificativa é que ela pode andar pelo menos 200 metros sozinha e não precisa de ajuda para se comunicar.

"Mas Nikki não pode trabalhar. Ela não sabe onde será o local de trabalho e seria preciso treiná-la todos os dias", ele explicou à BBC. A família ainda está tentando recorrer da decisão.

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